WEEKS
In the time of a week
I’m going to stay weak
Last weak was gold
Like I’ve never been told
I’m capable to lie
I’m winged ´cause I fly
Fly with me to heaven
Week days are seven
I was happy in all
Now I’m sad and I fall
I feel dumb and cry
Please give me one more try
Weeks we’ll have ´till we want
Why you and me don’t?
(3/3/2005)
quinta-feira, 24 de junho de 2010
POEMA 50
O JOGO DA VIDA
A vida tem sempre um sentido
Ninguém escapa à morte certa
É preciso alguém que nos desperta
Para que o destino seja cumprido
Porque não aceitas o pedido
E esta minha gentil oferta
A minha alma está sempre aberta
A viver o que não foi vivido
Espero descobrir a sorte que traz
O xadrez da minha vida que o decida
Este é um jogo que tão bem me faz
Quero vencer também esta partida
E sinto que eu só serei capaz
Se entrares comigo no jogo da vida
(6/4/2005)
A vida tem sempre um sentido
Ninguém escapa à morte certa
É preciso alguém que nos desperta
Para que o destino seja cumprido
Porque não aceitas o pedido
E esta minha gentil oferta
A minha alma está sempre aberta
A viver o que não foi vivido
Espero descobrir a sorte que traz
O xadrez da minha vida que o decida
Este é um jogo que tão bem me faz
Quero vencer também esta partida
E sinto que eu só serei capaz
Se entrares comigo no jogo da vida
(6/4/2005)
POEMA 49
CÉU
O céu de noite estrelado
Reflecte em luz a tua beleza
Se estrelas tivesse contado
Seriam infinitas com certeza
(28/3/2005)
O céu de noite estrelado
Reflecte em luz a tua beleza
Se estrelas tivesse contado
Seriam infinitas com certeza
(28/3/2005)
E acabaram as divisões por partes!
Quando comecei a postar aqui a minha obra maior não esperava que um dia não me apetecesse continuar! As coisas mudam, por vezes tão rapidamente que nos fazem mudar! Mudar-nos! A nós próprios! E eu leio o que escrevi há mais de 5 anos já e não mais sinto o que escrevi... Nem acho, sequer, que esteja assim tão bem escrito, sinceramente. Até porque mais recentemente tenho escrito algo bem melhor e mais sentido! Também dizem que os artistas (passo a falta de modéstia) acham sempre a sua última obra a melhor! Não vou desiludir ninguém, e falo directamente para os milhares de seguidores deste meu modesto blogue (já passei a modéstia antes mas era referente a todo este texto), e vou continuar a postar aqui os meus poemitas do livro dos cem poemas embora sem mais comentários ao que já fiz há tanto tempo! As análises façam os que os lerem! E comentem os poemas!
sexta-feira, 4 de junho de 2010
POEMA 48
NOITE
Fui ao meu quarto e abri a janela
A noite vi lá fora ao sabor do vento
Que tanto adoro e agora me contento
Pois a noite me parece tão bela
Até agora a noite era uma rela
Que não se calava... Agora tento
A reconciliação! Estou mais atento!
Estou mais nocturno e gosto mais dela!
E se há na noite mais escuridão
Assim o meu mundo estava escuro
E a precisar duma nova rectidão
Porque é que eu via o mundo tão duro
E sentia-me mal, estranho e em solidão?!
Tudo mudou com um sorriso tão puro
(8/4/2005)
Fui ao meu quarto e abri a janela
A noite vi lá fora ao sabor do vento
Que tanto adoro e agora me contento
Pois a noite me parece tão bela
Até agora a noite era uma rela
Que não se calava... Agora tento
A reconciliação! Estou mais atento!
Estou mais nocturno e gosto mais dela!
E se há na noite mais escuridão
Assim o meu mundo estava escuro
E a precisar duma nova rectidão
Porque é que eu via o mundo tão duro
E sentia-me mal, estranho e em solidão?!
Tudo mudou com um sorriso tão puro
(8/4/2005)
POEMA 47
PEDRAS DA CALÇADA
São lindas as pedras da calçada
Mas mesmo assim todos as pisam
Mas é só assim que se utilizam
Se não fosse assim valiam... nada!
Calçada que está sempre parada
Onde tropeçamos se não nos avisam
Das imperfeições que não precisam
De haver mas que lá está repousada
E também eu já me senti pisado
Mas mantive-me sereno e forte
Abusei e dizem que tenho abusado
Mas fiei-me na vida e na sorte
E a vida amiga de mim tem cuidado
Pois tanto sou chão como suporte
(8/4/2005)
São lindas as pedras da calçada
Mas mesmo assim todos as pisam
Mas é só assim que se utilizam
Se não fosse assim valiam... nada!
Calçada que está sempre parada
Onde tropeçamos se não nos avisam
Das imperfeições que não precisam
De haver mas que lá está repousada
E também eu já me senti pisado
Mas mantive-me sereno e forte
Abusei e dizem que tenho abusado
Mas fiei-me na vida e na sorte
E a vida amiga de mim tem cuidado
Pois tanto sou chão como suporte
(8/4/2005)
POEMA 46
DECISIVA
Hoje algo de muito estranho se passa
Parece que ontem foi um renascer
Tudo o que queria vejo aparecer
Devo ter atingido um estado de graça
É tão bom poder sair da desgraça
Agradeço a quem me quis convencer
Que afinal eu também posso vencer
E que a vida não é uma ameaça
Agora sinto-me bem como já me senti
E como já tinha saudades de mim
A ligação com a confusão eu parti
Ainda bem que não fui até ao fim
E te ouvi, li, vi e esperei por ti
Pois és decisiva para eu estar assim :)
(8/4/2005)
Hoje algo de muito estranho se passa
Parece que ontem foi um renascer
Tudo o que queria vejo aparecer
Devo ter atingido um estado de graça
É tão bom poder sair da desgraça
Agradeço a quem me quis convencer
Que afinal eu também posso vencer
E que a vida não é uma ameaça
Agora sinto-me bem como já me senti
E como já tinha saudades de mim
A ligação com a confusão eu parti
Ainda bem que não fui até ao fim
E te ouvi, li, vi e esperei por ti
Pois és decisiva para eu estar assim :)
(8/4/2005)
POEMA 45
ACREDITA!
Ainda não foi há muito tempo atrás
Que eu prório nem me reconhecia
Enquanto a minha alma perecia
Memórias vinham sempre de trás
Foi um tempo de guerra e nunca paz
Em que eu inconsciente adormecia
Tinha pesadelos e até adoecia
De me manter de pé já nem era capaz
Mas já posso ver-te, sentir-te, sair
Da confusão onde me vim meter
E que não me deu razãoes para rir
Situação que desejo sempre manter
Agora que não vou nunca mais cair
Acredita em mim que te estou a prometer
(8/4/2005)
Ainda não foi há muito tempo atrás
Que eu prório nem me reconhecia
Enquanto a minha alma perecia
Memórias vinham sempre de trás
Foi um tempo de guerra e nunca paz
Em que eu inconsciente adormecia
Tinha pesadelos e até adoecia
De me manter de pé já nem era capaz
Mas já posso ver-te, sentir-te, sair
Da confusão onde me vim meter
E que não me deu razãoes para rir
Situação que desejo sempre manter
Agora que não vou nunca mais cair
Acredita em mim que te estou a prometer
(8/4/2005)
POEMA 44
MOMENTOS
Olho para a frente e vejo o que está atrás
Também há quem lhe chame espelho
Estou tão só a tornar-me velho
Agora vejo o que vem de trás
Coisas boas no lugar de más
É o que encontro e assim emparelho
Rimas que me levam a um quelho
Sem saída porque agora mal me faz
Maldito seja o fuso cronológico
Que me faz passar os bons momentos!
Neles ficar é muito mais lógico
Mas a vida tem os seus incrementos
Mas só contigo o mundo é mágico
Só contigo passo bons momentos
(12/4/2005)
Olho para a frente e vejo o que está atrás
Também há quem lhe chame espelho
Estou tão só a tornar-me velho
Agora vejo o que vem de trás
Coisas boas no lugar de más
É o que encontro e assim emparelho
Rimas que me levam a um quelho
Sem saída porque agora mal me faz
Maldito seja o fuso cronológico
Que me faz passar os bons momentos!
Neles ficar é muito mais lógico
Mas a vida tem os seus incrementos
Mas só contigo o mundo é mágico
Só contigo passo bons momentos
(12/4/2005)
POEMA 43
LÁBIOS
Beijei tua boca e gostei do sabor
E dos teus lábios flamejantes
Já os tinha visto belos antes
Mas não lhes tinha sentido o calor
Gosto do gosto, da forma, da cor
São sensuais e estonteantes
Só falas mas espero que cantes
Esses lábios dão-te um som superior
E fixo-me neles uma tarde inteira
E fixo-me em ti o resto da vida
Desta fixação és mesmo a primeira
Lábios com que falas desinibida
Lábios que te mantêm verdadeira
Lábios que deixam a minha alma perdida
(14/4/2005)
Beijei tua boca e gostei do sabor
E dos teus lábios flamejantes
Já os tinha visto belos antes
Mas não lhes tinha sentido o calor
Gosto do gosto, da forma, da cor
São sensuais e estonteantes
Só falas mas espero que cantes
Esses lábios dão-te um som superior
E fixo-me neles uma tarde inteira
E fixo-me em ti o resto da vida
Desta fixação és mesmo a primeira
Lábios com que falas desinibida
Lábios que te mantêm verdadeira
Lábios que deixam a minha alma perdida
(14/4/2005)
POEMA 42
CABELOS ONDULADOS
Hoje no teu cabelo fiquei colado
E nem consegui dar um pequeno passo
Preferi dislumbrar-me e isso bem faço
É tão lindo e original o ondulado
Estavas longe quando te tinha avistado
Correr até ti não seria um cansaço
Permiti-me dar-te mais algum espaço
Ver o teu cabelo pelo vento acariciado
Como não tinha eu reparado antes
Nos teus finos cabelos castanhos
Ao Sol ondulados e tão brilhantes
Só tu consegues feitos tamanhos
Estávamos tão perto e tão distantes
E nunca tão certos sentimentos estranhos
(14/4/2005)
Hoje no teu cabelo fiquei colado
E nem consegui dar um pequeno passo
Preferi dislumbrar-me e isso bem faço
É tão lindo e original o ondulado
Estavas longe quando te tinha avistado
Correr até ti não seria um cansaço
Permiti-me dar-te mais algum espaço
Ver o teu cabelo pelo vento acariciado
Como não tinha eu reparado antes
Nos teus finos cabelos castanhos
Ao Sol ondulados e tão brilhantes
Só tu consegues feitos tamanhos
Estávamos tão perto e tão distantes
E nunca tão certos sentimentos estranhos
(14/4/2005)
quarta-feira, 26 de maio de 2010
You When I But When There're We Sometimes I Forget Everything!
Mas antes de ir trabalhar...
You know that I love to play my guitar
But hey!, it has never kissed me so far!
When I wake up each morning it doesn't talk
And it never holds my hand when we walk!
I like to listen to music, and I like it a lot,
But even then you're the one I never forgot!
But never say never because no one can tell
If the devil is great unless it goes to Hell!
When you ask me, so politely, to behave,
It makes me smile like a freed master's slave!
There're no masters like me and no devils like you
We should slave each other in our unique true!
We don't hide what we both know that is happening,
We are just making an undercover happy living!
Sometimes I'm confused and I'd like to know
If I can also be fast and if you can also be slow!
I know but if you don't know your own importance
Then I'll have to show you in our next dance!
Forget that thoughts that make us hesitate:
Let the bodies flow, let's dance, I can('t) wait!
Evertyhting can be so perfect when we connect!
The rest of the time we can just simply act!
;)
You know that I love to play my guitar
But hey!, it has never kissed me so far!
When I wake up each morning it doesn't talk
And it never holds my hand when we walk!
I like to listen to music, and I like it a lot,
But even then you're the one I never forgot!
But never say never because no one can tell
If the devil is great unless it goes to Hell!
When you ask me, so politely, to behave,
It makes me smile like a freed master's slave!
There're no masters like me and no devils like you
We should slave each other in our unique true!
We don't hide what we both know that is happening,
We are just making an undercover happy living!
Sometimes I'm confused and I'd like to know
If I can also be fast and if you can also be slow!
I know but if you don't know your own importance
Then I'll have to show you in our next dance!
Forget that thoughts that make us hesitate:
Let the bodies flow, let's dance, I can('t) wait!
Evertyhting can be so perfect when we connect!
The rest of the time we can just simply act!
;)
pt. VII
Um poema com 5 partes que só por si já faz toda uma parte do livro! Mas quando há certezas... Deve ser difícil ter estas certezas, visto que demorou 5 anos a voltar a acontecer! Já falam menos de 60...
quarta-feira, 19 de maio de 2010
POEMA 41
A CERTEZA pt. I
Amar é um sentimento forte
Mas não o invoco à sorte
Pois é mesmo o que sinto
Amo-te tanto que não te minto
De manhã quando me levanto
Faço-o porque te amo tanto
Tento fazer o que é correcto
Até cuido do meu aspecto
Quero parecer bem se me vires
Faço tudo isto por existires
Penso em ti em qualquer momento
És o meu melhor pensamento
Mesmo que te veja à ditância
Para mim tem muita importância
Adoro tudo o que em ti vejo
Não escondo o que eu desejo
Se por uma franja te reconheço
Qualquer atitude tem o seu preço
Se te vejo apresso-me a te alcançar
Adoro ver-te e em ti pensar
Acredito em ti como mais ninguém
Não faz mal que não me liguem
Pois mereces qualquer sacrifício
Perto de ti, longe do precipício
(1/3/2005)
A CERTEZA pt.II
Em mim estás sempre presente
Mesmo quando estás ausente
Confio no que o coração sente
Conforta-lo e fica quente
Devido a ti somente
Porque eu sou mau e frio
Nunca falo nem me rio
Sinto-me só e vazio
Nada mais me motiva
Que tu tão bela diva
A minha tendência esquiva
Que não me vale nada
Pois desde que falamos
Já está alterada
Se nos adoramos
Nem se nota nada
O tempo que passamos
Vida não alterada
Não mudou nada...
Tenho a certeza?
Claro que sim que não!
(1,2/3/2005)
A CERTEZA pt.III
Se tu nada sentes
Porque é que consentes
As palavras que te dedico?
Sabes que asssim fico
Com um rubor na cara
O sangue pára
Coração mais não pode
Pára, implode
Ai quem me acode?
Tu por favor
Isto é um nó que causa dor
Isto é uma nova cor
Sentimentos de amor
Tenho a certaza
Tenho a avareza
A comida na mesa
E sem fome
Porque é que se come
Quando não há vontade?
Só ansiedade
E tanto medo...
(2/3/2005)
A CERTEZA pt.IV
É tanto o medo
Cortes num dedo
O sangue escorre
O meu corpo morre
Uma passagem sofrida
De que vale a vida
Quando só há uma certeza
E muita tristeza
E sentimentos
Obscuros, tormentos
Mas prefiro nunca acabar
O mundo não vai desabar
Não pode ser agora
Conheci-te agora
E conhecer demora
Concede-me mais uma hora
Para o meu tratamento
Mais uma sessão
Outro acontecimento
Mais uma lição...
(2/3/2005)
A CERTEZA pt.V
Só eu é que sei
O que sinto quando te chamo
A tua árvore escalei
Dela pendo num ramo
De onde grito a mensagem
Agora que ganhei coragem
Pois tenho a certeza que te amo!
(2/3/2005)
Amar é um sentimento forte
Mas não o invoco à sorte
Pois é mesmo o que sinto
Amo-te tanto que não te minto
De manhã quando me levanto
Faço-o porque te amo tanto
Tento fazer o que é correcto
Até cuido do meu aspecto
Quero parecer bem se me vires
Faço tudo isto por existires
Penso em ti em qualquer momento
És o meu melhor pensamento
Mesmo que te veja à ditância
Para mim tem muita importância
Adoro tudo o que em ti vejo
Não escondo o que eu desejo
Se por uma franja te reconheço
Qualquer atitude tem o seu preço
Se te vejo apresso-me a te alcançar
Adoro ver-te e em ti pensar
Acredito em ti como mais ninguém
Não faz mal que não me liguem
Pois mereces qualquer sacrifício
Perto de ti, longe do precipício
(1/3/2005)
A CERTEZA pt.II
Em mim estás sempre presente
Mesmo quando estás ausente
Confio no que o coração sente
Conforta-lo e fica quente
Devido a ti somente
Porque eu sou mau e frio
Nunca falo nem me rio
Sinto-me só e vazio
Nada mais me motiva
Que tu tão bela diva
A minha tendência esquiva
Que não me vale nada
Pois desde que falamos
Já está alterada
Se nos adoramos
Nem se nota nada
O tempo que passamos
Vida não alterada
Não mudou nada...
Tenho a certeza?
Claro que sim que não!
(1,2/3/2005)
A CERTEZA pt.III
Se tu nada sentes
Porque é que consentes
As palavras que te dedico?
Sabes que asssim fico
Com um rubor na cara
O sangue pára
Coração mais não pode
Pára, implode
Ai quem me acode?
Tu por favor
Isto é um nó que causa dor
Isto é uma nova cor
Sentimentos de amor
Tenho a certaza
Tenho a avareza
A comida na mesa
E sem fome
Porque é que se come
Quando não há vontade?
Só ansiedade
E tanto medo...
(2/3/2005)
A CERTEZA pt.IV
É tanto o medo
Cortes num dedo
O sangue escorre
O meu corpo morre
Uma passagem sofrida
De que vale a vida
Quando só há uma certeza
E muita tristeza
E sentimentos
Obscuros, tormentos
Mas prefiro nunca acabar
O mundo não vai desabar
Não pode ser agora
Conheci-te agora
E conhecer demora
Concede-me mais uma hora
Para o meu tratamento
Mais uma sessão
Outro acontecimento
Mais uma lição...
(2/3/2005)
A CERTEZA pt.V
Só eu é que sei
O que sinto quando te chamo
A tua árvore escalei
Dela pendo num ramo
De onde grito a mensagem
Agora que ganhei coragem
Pois tenho a certeza que te amo!
(2/3/2005)
quarta-feira, 12 de maio de 2010
pt. VI - o regresso!
O regresso a quê? Às origens! A um estado básico que há cinco anos me fazia escrever poemas e agora me faz sorrir!
Deve ser o pólen que andar no ar! Aposto tudo no pólen! Apostaria, não soubesse eu que há pólen o ano todo!
Então deve ser o calor! Os dias aqueceram! Mas nunca é no Verão e o calor incomoda-me; preferiria sempre um pouco de vento a revoltar-me os cabelos!
Deve ser das flores! Sim, deve ser isso! Da beleza das flores, do cheiro, da graciosidade, da leveza, da subtileza, da forma, do espírito, do humor, da cor! É a cor! Uma! Só uma e chega! Outra para fazer contraste, por vezes, mas tudo se resume a uma cor!
O regresso a quê? Às viagens! Viagens mentais! Ir daqui para todo o lado sendo que apenas um breve momento passou para a história do Mundo! Mas para mim não foi um breve momento, foi um longo e inesquecível momento que se repetirá incontáveis vezes na minha memória até a uma exaustão que nunca vai chegar; estes momentos não me cansam!
O regresso a quê? Às dúvidas! Dúvidas que pairam no ar como... pólen! E eis que dos espirros inevitáveis de quem duvida nascem as certezas, levemente, docemente, demoradamente como as flores a abrir pela manhã beijadas pelos raios de Sol! E quando tenho a certeza de alguma coisa ninguém me pára!, mesmo que comece lentinho... ;)
Mas falando agora do livro que escrevi há cerca de 5 anos... Está aqui um conjunto engraçado de poemas, sim. Espero que gostem! 60, já faltaram mais...
Deve ser o pólen que andar no ar! Aposto tudo no pólen! Apostaria, não soubesse eu que há pólen o ano todo!
Então deve ser o calor! Os dias aqueceram! Mas nunca é no Verão e o calor incomoda-me; preferiria sempre um pouco de vento a revoltar-me os cabelos!
Deve ser das flores! Sim, deve ser isso! Da beleza das flores, do cheiro, da graciosidade, da leveza, da subtileza, da forma, do espírito, do humor, da cor! É a cor! Uma! Só uma e chega! Outra para fazer contraste, por vezes, mas tudo se resume a uma cor!
O regresso a quê? Às viagens! Viagens mentais! Ir daqui para todo o lado sendo que apenas um breve momento passou para a história do Mundo! Mas para mim não foi um breve momento, foi um longo e inesquecível momento que se repetirá incontáveis vezes na minha memória até a uma exaustão que nunca vai chegar; estes momentos não me cansam!
O regresso a quê? Às dúvidas! Dúvidas que pairam no ar como... pólen! E eis que dos espirros inevitáveis de quem duvida nascem as certezas, levemente, docemente, demoradamente como as flores a abrir pela manhã beijadas pelos raios de Sol! E quando tenho a certeza de alguma coisa ninguém me pára!, mesmo que comece lentinho... ;)
Mas falando agora do livro que escrevi há cerca de 5 anos... Está aqui um conjunto engraçado de poemas, sim. Espero que gostem! 60, já faltaram mais...
POEMA 40
ADOCE-O
Porque é que sou como sou hoje em dia
Sempre triste, mal, oco, abandonado,
Talvez esteja tão bem e enganado
Não era nada disto o que eu pedia
Enquanto à pressão a mente cedia
Só me sentia para aquilo destinado
O acabar há já muito programado
Mas que eternamente se adia
Não dês tudo porque já nada adianta
Àquilo que sou já não renuncio
Salva-te porque vida tens tanta
Não há razão para este ócio
Onde está a deusa que me encanta?
Meu coração vive! Desde que ela adoce-o...
(19/4/2005)
Porque é que sou como sou hoje em dia
Sempre triste, mal, oco, abandonado,
Talvez esteja tão bem e enganado
Não era nada disto o que eu pedia
Enquanto à pressão a mente cedia
Só me sentia para aquilo destinado
O acabar há já muito programado
Mas que eternamente se adia
Não dês tudo porque já nada adianta
Àquilo que sou já não renuncio
Salva-te porque vida tens tanta
Não há razão para este ócio
Onde está a deusa que me encanta?
Meu coração vive! Desde que ela adoce-o...
(19/4/2005)
POEMA 39
TEMPO...
O céu azul é tão lindo e agradável
Mas até nele passam as nuvens
O céu fica nublado se não vens
E fico como o tempo, desagradável...
O bom tempo apenas é viável
Quando para vires razões válidas tens
De nada me serve a maioria dos bens
Se o espírito estivesse incontrolável
Eu às vezes devo parecer mesmo parolo
Mas até agora não me tinha importado
Porque até agora tenho estado tolo
O tempo esteve sempre nublado
Mas agora que exerces o teu controlo
Eu vejo que o Sol tem brilhado
(9/4/2005)
O céu azul é tão lindo e agradável
Mas até nele passam as nuvens
O céu fica nublado se não vens
E fico como o tempo, desagradável...
O bom tempo apenas é viável
Quando para vires razões válidas tens
De nada me serve a maioria dos bens
Se o espírito estivesse incontrolável
Eu às vezes devo parecer mesmo parolo
Mas até agora não me tinha importado
Porque até agora tenho estado tolo
O tempo esteve sempre nublado
Mas agora que exerces o teu controlo
Eu vejo que o Sol tem brilhado
(9/4/2005)
POEMA 38
UMA NOVA CERTEZA
A verdade devia ser ouvida
Mesmo por mim que não acreditava
E enquanto no que escrevia pensava
Fui mudando a imagem da vida
Procurei um ponto de partida
Senão a minha mente estagnava
Percebi os conselhos que ela me dava
Para salvar a minha alma perdida
Agora olho para o sol e já me alegro
É maravilhosa e linda a natureza
E as mágoas eu agora desintegro
E reconstruo-as como beleza
Nesta nova vida em que me integro
Nunca estarei só! Tenho a certeza!
(5/4/2005)
A verdade devia ser ouvida
Mesmo por mim que não acreditava
E enquanto no que escrevia pensava
Fui mudando a imagem da vida
Procurei um ponto de partida
Senão a minha mente estagnava
Percebi os conselhos que ela me dava
Para salvar a minha alma perdida
Agora olho para o sol e já me alegro
É maravilhosa e linda a natureza
E as mágoas eu agora desintegro
E reconstruo-as como beleza
Nesta nova vida em que me integro
Nunca estarei só! Tenho a certeza!
(5/4/2005)
POEMA 37
AINDA À PROCURA
Tu eras tão apenas e só toda a luz
Que eu via na minha penal solidão,
Que eu via na minha ré escuridão,
A vida que a fatal morte seduz
Quando da esperença se deduz
Que as virtudes não se darão
E que sonhos não se realizarão
A vida lentamente vai para a cruz
E agora vou perdido na minha rua
Espero um milagre que ocorra
E de súbito reparo na Lua
A Lua brilha com luz que ofusca
Mais que alguma vez... Mesmo que morra
Morre feliz quem encontra o que busca...
(3/4/2005)
Tu eras tão apenas e só toda a luz
Que eu via na minha penal solidão,
Que eu via na minha ré escuridão,
A vida que a fatal morte seduz
Quando da esperença se deduz
Que as virtudes não se darão
E que sonhos não se realizarão
A vida lentamente vai para a cruz
E agora vou perdido na minha rua
Espero um milagre que ocorra
E de súbito reparo na Lua
A Lua brilha com luz que ofusca
Mais que alguma vez... Mesmo que morra
Morre feliz quem encontra o que busca...
(3/4/2005)
POEMA 36
PALMEIRAS
Uma tarde bem passada
Após as probabilidades
Há já muito esperada
E que deixará saudades
Aos fechos agradeço
A fácil localização
Tenho aquilo que mereço
Devo-te a dedicação
Fotocópias na pasta
Onde havemos de ir?
Acreditar basta,
Bsta te ver a sorrir
Chocolate gelado
Que devoro sem vontade
Como mais um bocado
Já sem ansiedade
Tens um riso engraçado
Que nunca evitas
Sou só um desgraçado
Que faz coisas bonitas
Sinto-me bem contigo
És tão grande para mim
O meu único perigo
Era não o imaginar assim
Não escondas o que tens
Mostra-te ao mundo
Os melhores bens
São os que estão lá no fundo
Passou tão depressa
Tão curta a viagem
A realidade regresa
´bora para a paragem
Pelo mesmo se espera
A realidade nua pura
Por ti ele desespera
Bate só e ainda dura
No autocarro vamos
Só se ouvem asneiras
Ambos paramos
Tu sais em Palmeiras
O resto do caminho
Não tem história
Permaneço sozinho
No meio da escória
Penso em ti de todas as maneiras
Nem a música me acalma
Ficaram abertas as torneiras
Que me inundam a alma
De todo o arvoredo
Por razões verdadeiras
Sinto paixão e medo
Só pelas palmeiras
De toda a vegetação
De qualquer estação
Sinto grande amor
Por apenas uma flor
(28/2/2005)
Uma tarde bem passada
Após as probabilidades
Há já muito esperada
E que deixará saudades
Aos fechos agradeço
A fácil localização
Tenho aquilo que mereço
Devo-te a dedicação
Fotocópias na pasta
Onde havemos de ir?
Acreditar basta,
Bsta te ver a sorrir
Chocolate gelado
Que devoro sem vontade
Como mais um bocado
Já sem ansiedade
Tens um riso engraçado
Que nunca evitas
Sou só um desgraçado
Que faz coisas bonitas
Sinto-me bem contigo
És tão grande para mim
O meu único perigo
Era não o imaginar assim
Não escondas o que tens
Mostra-te ao mundo
Os melhores bens
São os que estão lá no fundo
Passou tão depressa
Tão curta a viagem
A realidade regresa
´bora para a paragem
Pelo mesmo se espera
A realidade nua pura
Por ti ele desespera
Bate só e ainda dura
No autocarro vamos
Só se ouvem asneiras
Ambos paramos
Tu sais em Palmeiras
O resto do caminho
Não tem história
Permaneço sozinho
No meio da escória
Penso em ti de todas as maneiras
Nem a música me acalma
Ficaram abertas as torneiras
Que me inundam a alma
De todo o arvoredo
Por razões verdadeiras
Sinto paixão e medo
Só pelas palmeiras
De toda a vegetação
De qualquer estação
Sinto grande amor
Por apenas uma flor
(28/2/2005)
domingo, 9 de maio de 2010
pt. V
Acho que está aqui um conjunto interessante de poemas para encerrar mais uma parte do livro! Estes meus versos começaram a ficar algo pessimistas, parece-me! Já se passaram 5 anos; as memórias vão desaparecendo como monumentos de pedras erodidos pela Natureza... Mas está ali uma lagrimita no último poema desta série, deve querer dizer alguma coisa! Os próximos posso já adiantar que são mais optimistas! E já só faltam 65!
POEMA 35
PARA LÁ DAS PALAVRAS...
As palavras são só o que eu vejo
A beleza é tudo o que escreves
Fazes e pensas o que não deves
Agimos felizes sem qualquer pejo
Vejo doçura e cor em cada beijo
Em cada momento que te atreves
Prefiro conversas longas às breves
Falar contigo é o que mais desejo
Porque não vivemos mais a ilusão?
Conhecermo-nos era a nossa vontade
E sentimentos acima da razão
Mas agora que finalmente nos vemos
Desiludo-me, pois a verdade
Dói agora que nos conhecemos =´(
(28/3/2005)
As palavras são só o que eu vejo
A beleza é tudo o que escreves
Fazes e pensas o que não deves
Agimos felizes sem qualquer pejo
Vejo doçura e cor em cada beijo
Em cada momento que te atreves
Prefiro conversas longas às breves
Falar contigo é o que mais desejo
Porque não vivemos mais a ilusão?
Conhecermo-nos era a nossa vontade
E sentimentos acima da razão
Mas agora que finalmente nos vemos
Desiludo-me, pois a verdade
Dói agora que nos conhecemos =´(
(28/3/2005)
POEMA 34
UM SONHO (DEIXADO PARA TRÁS POR RAZÕES QUE DESCONHEÇO)
És talvez aquilo que em sonhos ocorre
Aquela que aparece e explica
Todo o sentido que na vida fica
Quando pela face uma lágrima corre
És talvez a alma que nunca morre
Aquela que acompanha e indica
Toda a razão que a vida implica
Quando a mágoa em mim discorre
És tudo aquilo que num sonho desejo
E se há sonhos que se tornam reais
Espero realizar o que ensejo
Mesmo sabendo que não somos iguais
Evito raciocínios em que me aleijo
Pois contigo quero sonhar mais
(30/3/2005)
És talvez aquilo que em sonhos ocorre
Aquela que aparece e explica
Todo o sentido que na vida fica
Quando pela face uma lágrima corre
És talvez a alma que nunca morre
Aquela que acompanha e indica
Toda a razão que a vida implica
Quando a mágoa em mim discorre
És tudo aquilo que num sonho desejo
E se há sonhos que se tornam reais
Espero realizar o que ensejo
Mesmo sabendo que não somos iguais
Evito raciocínios em que me aleijo
Pois contigo quero sonhar mais
(30/3/2005)
POEMA 33
AGOSTO
Acontece tudo no mês de Agosto
Por razões que de todo desconheço
Cada manhã novamente amanheço
É mais um dia, é mais um desgosto
De tal vergonha cubro o meu rosto
Mas não é vergonha que reconheço
Embora ruborize quando apareço
Passo-me por lhes ter tomado o gosto
Consegue confundir-me o padrão cíclico
Costumo ter grande compreensão
De sol e calor é um mês rico
Mas é seco, vazio, indiferente
Adoro-vos mas sinto esta tensão
De nunca vos ter presente...
(25/3/2005)
Acontece tudo no mês de Agosto
Por razões que de todo desconheço
Cada manhã novamente amanheço
É mais um dia, é mais um desgosto
De tal vergonha cubro o meu rosto
Mas não é vergonha que reconheço
Embora ruborize quando apareço
Passo-me por lhes ter tomado o gosto
Consegue confundir-me o padrão cíclico
Costumo ter grande compreensão
De sol e calor é um mês rico
Mas é seco, vazio, indiferente
Adoro-vos mas sinto esta tensão
De nunca vos ter presente...
(25/3/2005)
POEMA 32
PRIMAVERA
Tardou em chegar a Primavera
Que prometia tirar as dores
E presentear-nos com as cores
Que marcarão uma nova era
Afinal valeu a longa espera
Que mudou os nossos humores
E despertou outros amores
Com tal poder que nos regenera
Chegou a estação que dá vida
Chegou aquilo que eu ansiava
Uma chegada e uma partida
Chegam os momentos mais quentes
Partem os que eu tanto esperava
Pois entretanto ficamos diferentes
(28/3/2005)
Tardou em chegar a Primavera
Que prometia tirar as dores
E presentear-nos com as cores
Que marcarão uma nova era
Afinal valeu a longa espera
Que mudou os nossos humores
E despertou outros amores
Com tal poder que nos regenera
Chegou a estação que dá vida
Chegou aquilo que eu ansiava
Uma chegada e uma partida
Chegam os momentos mais quentes
Partem os que eu tanto esperava
Pois entretanto ficamos diferentes
(28/3/2005)
POEMA 31
A CALMA DUMA MENTIRA
Estou debaixo dum pinheiro manso
Vejo as nuvens a passar além
Pois só vejo o que me convém
E estou feliz enquanto descanso
Ao vento estou parado, eu danço
Sem um gesto mexo-me com desdém
Ignoro a realidade, estou bem
Faço o fosso em que me lanço
Prefiro a calma desta mentira
Pois é a única maneira de viver
E é um bem que ninguém me tira
Prefiro bem acompanhado do que só
Alguém que a verdade me vá reaver
Mas no fim todos seremos pó
Mesmo que no fim todos ficaremos em pó
Mesmo que ninguém passe de pó
(16/3/2005)
Estou debaixo dum pinheiro manso
Vejo as nuvens a passar além
Pois só vejo o que me convém
E estou feliz enquanto descanso
Ao vento estou parado, eu danço
Sem um gesto mexo-me com desdém
Ignoro a realidade, estou bem
Faço o fosso em que me lanço
Prefiro a calma desta mentira
Pois é a única maneira de viver
E é um bem que ninguém me tira
Prefiro bem acompanhado do que só
Alguém que a verdade me vá reaver
Mas no fim todos seremos pó
Mesmo que no fim todos ficaremos em pó
Mesmo que ninguém passe de pó
(16/3/2005)
quinta-feira, 29 de abril de 2010
POEMA 30
CARTAS
A cartomante deitou as cartas
Para prever o nosso destino
O que aqui se passa não imagino;
De que fim, mulher, nos apartas?
De que nó nossa vida desatas?
Porque é que eu perdi o tino
E acredito neste falso divino
E nestas filosofias baratas?
Não há cartas que nos adiantem
Quando o destino está traçado
E outra hipótese não se tem
Há que encarar pois não há qualquer ser
Nem mago, nem espírito alado
Que possa mudar o que tiver de ser
(28/3/2005)
A cartomante deitou as cartas
Para prever o nosso destino
O que aqui se passa não imagino;
De que fim, mulher, nos apartas?
De que nó nossa vida desatas?
Porque é que eu perdi o tino
E acredito neste falso divino
E nestas filosofias baratas?
Não há cartas que nos adiantem
Quando o destino está traçado
E outra hipótese não se tem
Há que encarar pois não há qualquer ser
Nem mago, nem espírito alado
Que possa mudar o que tiver de ser
(28/3/2005)
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