quinta-feira, 19 de agosto de 2010

POEMA 78

O MEU PARAÍSO

Caracóis que devagar encaracolo
Enquanto me movem para o meu paraíso
De flores e vida! Cenário que preciso
Neste mundo em que me enrolo

Agora já não me levam ao colo
Pois supostamente tenho juízo...
E neste chão em que me enraízo
De tanta felicidade rebolo

Tudo é belo e puro nesta Terra
Paraísos vários aqui os tenho
Quem não acredita é que erra

Convicto e feliz me mantenho
Deste chão ninguém me desenterra
Nem deste paraíso em que me embrenho

(7/4/2005)

POEMA 77

UM NOVO NÍVEL

Hoje quando acordei senti-me incrível
Tinha vontade de começar este novo dia
Longe vai o tempo em que me perdia
Pensando numa realidade inatingível

Reconheço-me agora como sendo invencível
Derrotei uma vida que só me agredia
Um pouco mais de sorte era o que pedia
Mas deram-me também um novo nível!

Uma nova vida da velha tomou o lugar
E vão desaparecendo as cicatrizes
Que me deixavam demasiado vulgar

Acredita que até oiço quando me dizes
Que sou diferente... Tive de rasgar
O passado, reconstruí-me com boas raízes!

(11/4/2005)

POEMA 76

DEPENDÊNCIA QUÍMICA DA QUINTA-FEIRA ;)

Até quinta-feira sinto-me esquizo
Pois as saudades vão-se acumulando
Mas desaparecem exactamente quando
Estou contigo e vejo o teu sorriso

És o único vício de que eu preciso
E fazes-me bem se te for inalando
A dependência a que me vais levando
Leva-me à pedrada que tanto viso

Preciso de ti, de te sentir e de te ver
E apelo à tua total compreensão
Por como tu outra química não haver

Não preciso de qualquer explicação
Apenas preciso de ti para viver
Continuas a bombeá-lo directo ao coração

(9/4/2005)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

POEMA 75

OLHA!

Hoje os meus olhos têm um novo olhar
Olha para mim, diz-me o que vês agora
Pois vê sempre melhor quem está de fora
Que sensações estás agora a empilhar?

Porque não dizes a verdade? Se calhar
Não consegues e queres que eu vá embora!
Acho que não mas porquê a demora?
A tua opinião não costuma falhar!

Olha para mim, por favor o que vês?
Querias mudanças mas agora então
Porque não dizes tudo de uma vez?

Se calhar não te devia pôr esta questão
Mas foste tu quem primeiro me a fez,
A responsável pelas mudanças que cá estão

(9/4/2005)

POEMA 74

O MILAGRE QUE EU TINHA PEDIDO

Agora que te vi tudo é lindo
Antes também mas maus bocados
Mantiverm-me os olhos fechados
Até chegares e os ires abrindo

Lentamente da confusão vou saíndo
E vou juntando todos os lados
Que da minha figura desligados
Foram! O mal vai-se extinguindo!

Devo-te tudo isto! E mais ainda
Pois quando se perde o sentido
Dum milagre espera-se a vinda

E alguém se deve ter apercebido
Pois vieste tu serena, pura, linda,
És o milagre que eu tinha pedido!

(8/4/2005)

POEMA 73

EU E A MINHA PEDRINHA

Estava eu e a minha pedrinha
Sentados a olhar para o rio
De vez em quando estava frio
Por isso eu tinha tossinha

Gostei do desenho que lá vinha
Fiquei muito feliz quando vi-o
A pedra caiu! E foi por um fio
Que não perdi uma florinha...

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(7/4/2005)

POEMA 72

MENTE REVISITADA (O DESENHO NA PEDRINHA)

"Por favor faz-me aqui um desenho
No meio da pedrinha por favor
Podias desenhar-me uma flor?
Tens tanto jeito e eu não tenho :(

Espera aqui que eu já venho
Não olho agora para ti por pudor!
É feio olhar! Se isso tivesse cor
Ficava perfeito! Nele me contenho

Porque está tão lindo! Como eu sou
Sortuda em conhecer-te! Tu dominas
Tudo! Sabes sempre o que se passou!

O que se passa! Devem ser divinas
As tuas mãos que o olhar alcançou
Quando traçaste as imagens pequeninas"

(6/4/2005)

POEMA 71

MENTE REVISITADA (COLHI UM MALMEQUER)

"Fui ao jardim colhi um malmequer
Com ele andei a tarde toda! Contente
Reparei na tua reacção diferente
Pois não me censuraste sequer!

Eu acho que cada um faz o que quer
Desde que seja um acto consciente
E desde que se tenha presente
O que cada pequeno ser requer

E estavas-te a rir desta filosofia
Para ti estava tudo muito bem
Porque te corria bem este dia

Também estou bem, a flor não fala
Vou esquecer coisas que se sabem
E vou andar com ela na mala!"

(8/4/2005)

POEMA 70

A VIDA AGORA (O PÓS-7 DE ABRIL)

Agora não há mais decadência
Tenho mesmo de mudar de atitude
A capacidade de mudar é a virtude
Que invoco para o fim da violência

Tens razão quanto à essência
Que a vida tem! Espera que eu mude!
Como pude eu ser tão feio, rude,
Se não é assim a minha consciência?

Mas para mudar não me atrasei
Porque nada fiz que ma vá arrepender
Nada irreversível ainda usei

Talvez o tenha feito para defender
Ideias de que receio! Sei que abusei!
Mas agora há uma vida que sei entender

(8/4/2005)

POEMA 69

SESSENTA E NOVE

Hmmm, diz-me aquilo de que mais gostas,
Aquilo que te dá mais gozo e mais prazer,
Para te ver excitada tudo sou capaz de fazer
Tenho este vício de vos adorar bem-dispostas...

Ah e não resisto quando em mim te encostas,
Te roças, gemes e te convidas a um lazer
Que se tornou um ritual, uma festa: devo dizer
Que aprecio particularmente este arrepio nas costas

Adoro quando o teu corpo no meu se move
E se agita e as emoções ficam ao rubro
Tricas-me a orelha e lhe pedes que te renove

E já sem roupas sou apenas eu quem te cubro
E atingimos o climax com este sessenta e nove
Contigo em cada noite um novo prazer eu descubro

(13/4/2005, e já bastante tarde...e estava escuro...ah ah ah)

quinta-feira, 8 de julho de 2010

POEMA 68

A EXPLICAÇÃO DA INSPIRAÇÃO pt.V – A PROMESSA

«"Quando nasceres eu vou ajudar-te"
Assim te prometeu a Deusa da Vida
Antes da fecundação estar até decidida
"Vou cuidar de ti e tudo ensinar-te"

"Começarei pelo sentido da arte,
E quando vier o Sol ficarás florida
E serás tão famosa e conhecida,
Que todos quererão um dia adorar-te"»

Gostei de me terem contado esta história
E de ficar a sonhar com tal flor
Que não mais me saiu da memória

Escrevi-lhe uma tão selecta poesia
Inspirei-me no Sol e dias de calor
Sem saber que ela de facto existia

(30/3/2005)

POEMA 67

A EXPLICAÇÃO DA INSPIRAÇÃO pt.IV – A REACÇÃO

Vida em que não há nada que se faça
Ou para a qual não há apetite
Não fiques à espera que eu acredite
Que preferias viver a minha desgraça

Vida tão triste em que nada se passa
Que zomba de mim até que me irrite
Que me magoa e mesmo se eu grite
Continua o seu reino de terror e ameaça

Havia de ficar parado e sem reacção?
Havia de consentir isto mais um dia?
Como é óbvio tinha de passar à acção

E combato pesadelos com a minha poesia
Sirvo-me da arma da minha inspiração
Para enganar uma vida que não escolheria

(30/3/2005)

POEMA 66

A EXPLICAÇÃO DA INSPIRAÇÃO pt.III – A QUÍMICA

Há quem se drogue para construir,
Para ter inspiração... Não os compreendo
Se resmas de poemas vou fazendo
Sem necessitar de com químicos reagir

Talvez se queiram apenas destruir
Não os censuro nem os emendo
Mas para inspiração só recomendo
Que a aprendam a fazer surgir

Encaixem-se neste fato que trajo
Que me reveste de inspiração bulímica
E não é com drogas que assim reajo

Nada de químicos, sõ mesmo uma química
Que me inspira quando com ela interajo
E que me conforta de força anímica

(30/3/2005)

POEMA 65

A EXPLICAÇÃO DA INSPIRAÇÃO pt.II – A CULPA

Foi extremamente bem levantada
Essa questão!Porque me inspiro
Quase tão facilmente quanto respiro?
Gostaria de ver a resposta dada...

Mas não me ocorre mais nada
Que não tenha já dito! Prefiro
Escrever isolado no meu retiro
Do que caminhar outra estrada...

Escrevo tudo o que me dá sensação
De pertencer ao meu imaginário;
Chame-se então a isso inspiração...

Sinto que o meu mundo ao contrário
De outros desaba!Talvez seja a lição
A tirar!Culpe-se este meu cenário...

(30/3/2005)

POEMA 64

A EXPLICAÇÃO DA INSPIRAÇÃO pt.I – O AGRADAR

Onde vou buscar tanta inspiração?
Bolas, é que nem sei a resposta
Porque isto não é só porque se gosta
Há que aprofundar a explicação...

Talvez seja esta a minha missão
Para a vida! E que vida de bosta!
Nua de compreensão e exposta
Àqueles que gostam do que são!

O que não é de todo o meu caso
Escrevo o que/para quem me apetece
Conforme o espírito e o azo

Mas esta questão não se esclarece
A única explicação para o meu caso
Talvez seja agradecer a quem merece...

(20/3/2005)

quarta-feira, 30 de junho de 2010

POEMA 63

EFEITO LAMINADO

Trago sempre uma lâmina ao pescoço
Gosto do aspecto e do laminado efeito
E quando o desespero vem é perfeito
Porque consegue cortar até ao osso

Muitas vezes estive já num fosso
Onde a minha lâmina deu tanto jeito
Alimentei-me onde o golpe foi feito
E cobri com sal para não ficar insonso

Todos têm um dia aquilo que merecem
Eu tive-o para o de muitos regozijo
Mas eu vivo enquanto eles perecem

A terra que vos cobre calco e enrijo
A lâmina brilha e vocês escurecem
Num sítio onde não mais me aflijo!

(11/4/2005)

POEMA 62

LANA CAPRINA

Não aprecio o que me tens feito
Até parece que para ti não existo
O espírito é forte e não desisto
De te dizer que não te rejeito

Sei que tudo sou menos perfeito
Mas o que me fazes não tinha visto
Abusaste daquilo que consisto
A simpatia que trago no peito

Será que isto que eu vou colher
E que com tanto carinho plantei
É merecido de tal cruel mulher?

Mulher que outrora foi menina
Agora choro quando já cantei
Pois tornaste-te lana caprina

(30/3/2005)

POEMA 61

OS FRUTOS APODRECEM

Não mais sinto os teus doces beijos
Com sabor a frutos vermelhos
Frutos apodrecidos de já velhos
Também serem os teus desejos

Estagnaste com os teus tolos pejos
E quebraste todos os espelhos
Não mais vês e pões-te de joelhos
Rezas a um deus de lampejos

Não há soluções, só o teu soluçar
Perdeste o tempero e a frescura
Agora páras a chorar e pensar

Os frutos que te dei tu recusaste
Agarras-te a mim e pedes a cura
Mas só tu podes desfazer o que criaste

(30/3/2005)

POEMA 60

REACÇÕES TEMPORAIS

O vento sopra forte
E árvores de grande porte
Caem por terra...
E a força que ele encerra
Reside na vontade,
No poder da saudade,
Resultado da ansiedade
A força da verdade
Que foge entre os dedos
Pois o maior dos medos
É daquilo que se conhece
E que de súbito desaparece...

O tempo que piora
Não teve o começo agora
As razões que o motivam
São as que me desmotivam
A fúria que eu canalizo
Talvez não fosse preciso
Tudo isto que eu sinto
Mas sabes que eu não minto
Pois de vida estou faminto
E não controlo as emoções
Por isso estas reacções...

Há-de brilhar pelo temporal
O sol que me darás talvez
Quando tudo voltar ao normal
Se é que alguma vez
Isso vai acontecer...
Tudo mudou após te conhecer
Mas estou-te agradecido
Aquilo tinha de ser vivido
O meu tempo vai acabar
O sol vou-te eu roubar
O tempo que eu crio
Não faz de mim frio
Faz de mim natural
Faz de mim normal...

Cada um pode querer uma vida
Mesmo quando se está de saída
O sol ainda pode brilhar...

(26/3/2005)

segunda-feira, 28 de junho de 2010

POEMA 59

CARNE FRACA, ESPÍRITO FORTE

A carne é fraca mas o espírito é forte
Embora corrompido deixe-se ser tentado
É tão apelativo o perigo que é o pecado
Que é quase impossível que eu me corte

Se não viver agora só me resta a morte
E quero ver o meu objectivo acabado
Se a minha passagem não tiver significado
De nada me servem estes acessos de sorte

Nem eu a esse pecado da carne resisto
Porque descobri que qualquer tentação
Existe desde o momento em que eu existo

E gostava de ter pelo menos uma explicação:
Porque é que do meu espírito não desisto?
Talvez porque este nunca entre em putrefacção...

(11/4/2005)

POEMA 58

SUICÍDIO - O MEDO

Só tenho medo...do nada
Da minha alma abandonada
Não há ninguém que me cure
Não esperem que eu mais dure

Só tenho medo da ausência
Que provoquei sem consciência
Viverei estes últimos minutos
A colher estes venenosos frutos

Sou o causador desta tristeza
Que me consome com avareza
Que não deixará um bocado

Na vida um dia tudo se cobra
Sou o resultado da minha obra
Realizar-me-ei após me ter suicidado

(25/3/2005)

POEMA 57

SUICÍDIO - A DOR

Voltaram as dores dilacerantes
O meu estômago está como antes
Voltou muito do desconforto
Parecia tudo direito mas está torto

Será isto apenas uma regressão?
Curar-me-ia mas odeio cada sessão
Agora que desapareceu a sorte
Voltei a pensar na fortuna da morte

À minha vida não acho sentido
Fiquei em pedaços depois de partido
Não há cola que me cole de novo

Sinto-me deitado ao abandono
Chegado a este ponto não há retorno
Quero morrer já que não posso voltar ao ovo

(25/3/2005)

POEMA 56

SUICÍDIO - A SOLIDÃO

Sou o meu único amigo
E o meu maior inimigo
Sinto-me só em todo o mundo
Toda a estima está lá no fundo

Toda a esperança se evanesceu
O meu velho fantasma renasceu
O que começa sempre acaba
O que construí sempre desaba

Porque não há uma explicação?
Qual deve ser a minha reacção?
Venha um sinal e convide-o

Estou atento mas nada capto
Provavelmente sou um mentecapto
Que se refugiará em suicídio...

(25/3/2005)

POEMA 55

HOSPITAL

Ouve-se ao longe uma ambulância
Que deve vir-me buscar...Inconsciente
Vou na maca... Estou indiferente
Para a vida... Prefiro distância...

Ambulância que avança com relutância
Como se eu ali não estivesse presente
Só sei que o espírito não está ausente
Do resto revisto-me de ignorância...

De olhos fechados só oiço sirenes
E não mais sinto a ponta dos dedos
De ti preciso para que me coordenes

Agora é tarde para enfrentar medos
Levo-te comigo porque te adoro ´enes´
Foste a única doçura nos momentos azedos...

(11/4/2005)

POEMA 54

ÀS VEZES FAÇO ASNEIRAS

Não seria esta vez a primeira
Em que naquilo de novo pensaria
Se tivesse coragem até o faria
Mas a depressão é passageira...

Não seria a segunda nem terceira
Vez em que o fazer consideraria
Talvez a saída que eu preferiria
Fosse mesmo a maior asneira...

Chama asneiras àquilo que às vezes faço
Que eu nem nome tenho para lhes dar
Pois transcendo-me quando me passo

Não faço o que o desespero me mandar
Faço o que faço e logo me desfaço!
Às vezes necessito de tudo me arredar...

(11/4/2005)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

POEMA 53

MWAH AT THE PERSON ABOVE

The person above, above my person
The brightest star, above the sun
The finest one, in a new level
I’ll slipper in the muddy gravel

To reach the peak of your throne
I’ll do it and I’ll do it alone
I’ll climb the highest tree
Away from you I cannot be free

My cheapness and my littleness
Will never disturb your greatness
To reach you my goods I’ll drop
I wanna reach you in the top
I wanna say thanks to the girl I love
I’ll give a mwah at person above

(4/3/2005)

POEMA 52

BLUSH

Nothing but true you deserve
Wrong ideas are not mine
I got to have a lot of nerve
To still stand up in line

The right word in its place
Has the magic power to change
And when I look to your face
That magic has lost its range



Grab ideas, don’t push
I’m telling all the true
You don’t have to blush
You’d better believe in you

Some words are so pretty
I’ll knit them for your dress
You rule and that’s a pity
You think I just wanna impress

Won’t you believe my honesty?
Even known what you know
You should be the royalty
And I the person below

I know I’m a disgrace
In my every single act
Don’t try to hide your face
That’s a blush don’t regret

You are being polite
And becoming colourful
Do it and do it right
Even blushing you are beautiful

Grab ideas, don’t push
I’m telling the true
You don’t have to blush
You’d better believe in you

(14/3/2005)