Um dia reparei numa parede enorme
pintada de fresco mas velha e disforme;
então algo me captou a atenção!
Esta parede reflectia a minha imaginação,
um grande e usado livro alvo por escrever,
tudo o que eu quisesse lá podia ver
e então continuei, atento, a observar...
A parede, que a uns estaria a estorvar,
para outros a sombrejar e para mim,
esta parede que parecia não ter um fim,
serviu para me contar uma história!
Esta parede é a minha grande memória,
que de tão cheia está logo se esvazia
e descansa, perene, e se atrofia
numa brancura impenetrável...
E eu observo-a e é-me agradável
e faço dela, só para mim, uma tela
gigante onde passam sobre ela
filmes a que só eu posso assistir!
Vejam como não consigo resistir
a esta improvável sessão de cinema,
a este inverosímil conto sem tema,
a este vazio que aqui te descrevo,
a este mar branco de alto relevo;
enfim, isto é apenas a minha grande sede,
sede de escrita sobre uma branca parede...
quinta-feira, 16 de junho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
ODE AO VENTO
vuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
vuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
vuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
(som do vento)
Vento...
Fecho os olhos e sinto o vento,
lembro-me desse belo sentimento
que me invocas quando me acaricias,
quando com a tua frescura me delicias,
Sempre que passeio à beira-mar
E me lembro que já fui pessoa de amar...
Sinto...
Fecho os olhos, abstraio-me e sinto
o mesmo prazer que só a ti agora consinto,
Quando, de leve, os cabelos me afagavam,
e como o queriam, e como gostavam,
e como me fazes sentir de novo a voar
e na memória o teu sussurro a ecoar...
Então abro os olhos e olho para o horizonte,
vejo o passado a renovar-se defronte,
sinto o que de melhor já senti novamente
e consigo, só contigo, ficar contente...
Brisa...
De olhos abertos a lacrimejar de brisa
que de tão suave os meus sonhos realiza
é a sensação que outrora tive com outrém,
é a beleza perdida que em mim se contém,
é agradibílissima e sinto-me volátil
ao sentir de ti esta velha sensação táctil...
Sorvo...
De olhos e boca abertos te sorvo
vento meu que me afastas o estorvo
de ter de ter alguém para me deter
quando te tenho para me entreter
e entretanto sinto-me tanto e rodopio
envolta em ti, meu amor, meu vento frio...
Então fecho os olhos e me introspecto,
descarrego a adrenalina e vem directo
da memória, do coração; tudo se mistura,
e este meu bem-estar só connosco perdura...
12-06-2011
vuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
vuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
(som do vento)
Vento...
Fecho os olhos e sinto o vento,
lembro-me desse belo sentimento
que me invocas quando me acaricias,
quando com a tua frescura me delicias,
Sempre que passeio à beira-mar
E me lembro que já fui pessoa de amar...
Sinto...
Fecho os olhos, abstraio-me e sinto
o mesmo prazer que só a ti agora consinto,
Quando, de leve, os cabelos me afagavam,
e como o queriam, e como gostavam,
e como me fazes sentir de novo a voar
e na memória o teu sussurro a ecoar...
Então abro os olhos e olho para o horizonte,
vejo o passado a renovar-se defronte,
sinto o que de melhor já senti novamente
e consigo, só contigo, ficar contente...
Brisa...
De olhos abertos a lacrimejar de brisa
que de tão suave os meus sonhos realiza
é a sensação que outrora tive com outrém,
é a beleza perdida que em mim se contém,
é agradibílissima e sinto-me volátil
ao sentir de ti esta velha sensação táctil...
Sorvo...
De olhos e boca abertos te sorvo
vento meu que me afastas o estorvo
de ter de ter alguém para me deter
quando te tenho para me entreter
e entretanto sinto-me tanto e rodopio
envolta em ti, meu amor, meu vento frio...
Então fecho os olhos e me introspecto,
descarrego a adrenalina e vem directo
da memória, do coração; tudo se mistura,
e este meu bem-estar só connosco perdura...
12-06-2011
domingo, 12 de junho de 2011
Pescador
Lança a tua cana
Espera pelo peixe
Fica atento
Que ele aparece
Quando menos esperas...
Lança-a outra vez
Que o isco desapareceu
E o peixe foi-se...
Não desistas
Que a chumbeira permanece...
Não desistas
Que a água passa sempre sem parar
E o peixe nela
Não abranda...
Não adormeças, reflete!
Na tua vida...
Na tua cana
Na tua pesca...
Em ti...
E a água que passa
Passa sem voltar...
E a cana dobrada
É assim puxada
Pela presa que se debate
Sem pensar...
Tu és um pescador!
Sentirás, também, a dor
Mas não te deixarás pescar...
Pois tu és um pescador...
12-06-2011
Espera pelo peixe
Fica atento
Que ele aparece
Quando menos esperas...
Lança-a outra vez
Que o isco desapareceu
E o peixe foi-se...
Não desistas
Que a chumbeira permanece...
Não desistas
Que a água passa sempre sem parar
E o peixe nela
Não abranda...
Não adormeças, reflete!
Na tua vida...
Na tua cana
Na tua pesca...
Em ti...
E a água que passa
Passa sem voltar...
E a cana dobrada
É assim puxada
Pela presa que se debate
Sem pensar...
Tu és um pescador!
Sentirás, também, a dor
Mas não te deixarás pescar...
Pois tu és um pescador...
12-06-2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Mar de memórias...
Destilo o amor perdido em vasos de memórias,
conto, aos amigos, velhas e longas histórias,
sinto, sozinho, que o que vivi foi já distante
e rio, para mim, nesta nova vida desinteressante...
Abrigo-me, de mim, de ti, num mar profundo
onde o teu canto escutei e foi já de sereia,
deitada, sorridente, morena, na fina areia
que me envolvia e me deixava d'amor rotundo...
Construo castelos na areia por ti molhada,
sinto as tuas escamas perdidas tão suaves,
olho para o céu e vejo e escuto as aves
que me dizem que serás sempre recordada...
E o Verão que se aproxima de novo, quente,
é quem me lembra que não me é indiferente
estender a toalha e não ver a tua ao lado,
esticar os braços sem ter em ti tocado...
E a neblina que sopra causa desconforto
quando causou já alegria pelo significado:
seria um par romântico ao frio abraçado
ou um barco perdido a chegar a bom porto...
E os salpicos de mar, que na cara se intrometem,
são promessas de felicidade que se evaporam
rapidamente, são as memórias que devoram
o bom tempo, invisível, que me prometem...
E este mar salgado que me escorre pela testa
lembra-me, tão só, as tuas mãos experientes...
Que saudade! Eram doces, suaves, quentes...
conto, aos amigos, velhas e longas histórias,
sinto, sozinho, que o que vivi foi já distante
e rio, para mim, nesta nova vida desinteressante...
Abrigo-me, de mim, de ti, num mar profundo
onde o teu canto escutei e foi já de sereia,
deitada, sorridente, morena, na fina areia
que me envolvia e me deixava d'amor rotundo...
Construo castelos na areia por ti molhada,
sinto as tuas escamas perdidas tão suaves,
olho para o céu e vejo e escuto as aves
que me dizem que serás sempre recordada...
E o Verão que se aproxima de novo, quente,
é quem me lembra que não me é indiferente
estender a toalha e não ver a tua ao lado,
esticar os braços sem ter em ti tocado...
E a neblina que sopra causa desconforto
quando causou já alegria pelo significado:
seria um par romântico ao frio abraçado
ou um barco perdido a chegar a bom porto...
E os salpicos de mar, que na cara se intrometem,
são promessas de felicidade que se evaporam
rapidamente, são as memórias que devoram
o bom tempo, invisível, que me prometem...
E este mar salgado que me escorre pela testa
lembra-me, tão só, as tuas mãos experientes...
Que saudade! Eram doces, suaves, quentes...
O mar é áspero e frio mas é tudo o que me resta!
terça-feira, 24 de maio de 2011
MANGAS
Mangas... Deliciam-me!
Gosto do sabor exótico.
Deve ser como comer uma equatoriana, pelo menos é como o imagino,
já que me circunscrevi a esta praia da Ibéria...
Pego na manga, com firmeza, quando esta está madura!
Aprecio-lhe a textura!
Cheiro-a, demoradamente...
Cheira bem, cheira intensamente...
Cheira a ... tentação!
Sinto a textura firme mas suave!
Queda-se hirta e dura, esperando que a lave...
Lavo-a! Apressadamente!
A tensão aumenta, apenas rivalizando com a vontade de a comer!
Mas não a levo à boca, não directamente...
Resisto no último momento!
Pego numa faca, numa que corte bem e... penetro-lhe uma das extremidades!
Regozijo-me ao ver o sumo a jorrar da ferida incurável,
Satisfaço a minha sede com esta fonte inesgotável;
Levo, então, à boca este pedaço de vida adorável.
Não a descasco, gosto dela assim ao natural!
Tal e qual foi parida pela mangueira que a pariu!
Tal o meu prazer quando a minha paixão a viu!
Sinto no palato o seu aroma agradável e doce!
Continuei a sorver sem parar um segundo que fosse,
consumi-a contente enquanto a fosse dilacerando
com a minha faca favorita que vou aprimorando
na arte única e lasciva de acabar com zangas:
sentar-me à mesa e desfrutar destas belas mangas!
20-05-2011
Gosto do sabor exótico.
Deve ser como comer uma equatoriana, pelo menos é como o imagino,
já que me circunscrevi a esta praia da Ibéria...
Pego na manga, com firmeza, quando esta está madura!
Aprecio-lhe a textura!
Cheiro-a, demoradamente...
Cheira bem, cheira intensamente...
Cheira a ... tentação!
Sinto a textura firme mas suave!
Queda-se hirta e dura, esperando que a lave...
Lavo-a! Apressadamente!
A tensão aumenta, apenas rivalizando com a vontade de a comer!
Mas não a levo à boca, não directamente...
Resisto no último momento!
Pego numa faca, numa que corte bem e... penetro-lhe uma das extremidades!
Regozijo-me ao ver o sumo a jorrar da ferida incurável,
Satisfaço a minha sede com esta fonte inesgotável;
Levo, então, à boca este pedaço de vida adorável.
Não a descasco, gosto dela assim ao natural!
Tal e qual foi parida pela mangueira que a pariu!
Tal o meu prazer quando a minha paixão a viu!
Sinto no palato o seu aroma agradável e doce!
Continuei a sorver sem parar um segundo que fosse,
consumi-a contente enquanto a fosse dilacerando
com a minha faca favorita que vou aprimorando
na arte única e lasciva de acabar com zangas:
sentar-me à mesa e desfrutar destas belas mangas!
20-05-2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
ENTREVISTA AO AUTOR DO MAIS RECENTE LIVRO DE XADREZ - “ Seja bem sucedido no xadrez em 128 passos”
José Padeiro, desde já quero agradecer a tua disponibilidade para colaborares com este meu humilde blogue e em troca proponho promover esta obra literária, que espero ler em breve, através desta pequena entrevista.
HIGH ON THE MOUNTAIN:
Para começar gostava de saber como surgiu este número, 128. Como sei da tua aptidão para a matemática presumo que não seja por acaso que tenhas escolhido um quadrado perfeito.
José Padeiro:
Obrigado pelo convite Morais. Para mim é sempre um priviilégio poder responder a estas questões, principalmente quando se trata de divulgar a modalidade de que tanto gosto.
De facto escolhi este número por ser o número de casas a multiplicar por 2. Claro que não faria grande diferença ser 125 ou 130 exercícios mas achei mais interessante do ponto de vista xadrezístico fazer esta associação.
HOTM:
O que é ser bem sucedido no xadrez, na tua óptica?
JP:
É sempre uma questão relativa. O que para mim pode ser bem sucedido, pode não ser para ti e vice-versa. Ser bem sucedido para mim é sentir que atingi o meu auge disfrutando ao máximo do prazer do jogo.
HOTM:
Podes assegurar-me que se eu seguir estes 128 passos posso ter sucesso no xadrez? E refiro-me a mim mesmo, porque é conhecida a minha persistência e determinação na prática desta modalidade. Alguém que se dedique a este livro, e o perceba, até onde pode chegar?
JP:
Não sei até onde podes chegar porque isso depende de outros factores variáveis, mas seguramente irás compreender melhor o jogo, e os teus resultados como consequência irão melhorar.
HOTM:
Esta pergunta é pouco original mas pode ser importante: a quem se destina o teu livro?
JP:
O livro dirige-se principalmente aqueles jogadores que tendo chegado a um certo nível de jogo, e compreendido os conceitos básicos, anseiam por atingir um patamar superior.
HOTM:
Por que razão, ou razões, o teu livro deve ser lido pelos adeptos do desporto rei do tabuleiro?
JP:
Sinceramente preferia que fosses tu a responder a essa pergunta depois de o leres (risos). Falando mais a sério, acho que está um livro bem estruturado que mostra posições de jogo bastante interessantes com o bónus de ser de jogadores bastante conhecidos na nossa praça.
HOTM:
Tenho reparado que as erratas, outrora um elemento banal de qualquer livro, não são esquecidas nesta obra. Algo correu mal ou foi ponderado?
JP:
(risos) Podia dizer que foi ponderado mas realmente estaria a faltar à verdade. Talvez algum desgaste de estar sempre a ver as mesmas posições, e alguma inexperiência devido a ser a 1ª obra, acreditando que estaria tudo conforme pretendido, levou a que passasse mal alguns diagramas, situação que será naturalmente revista na 2ª edição.
HOTM:
Para quando um livro de humor sobre xadrez?
JP:
(risos) Sinceramente nunca pensei nisso. Gosto de vez em quando de umas boas larachas mas editar uma obra desse teor é algo que neste momento não está nos meus horizontes.
HOTM:
Esta pergunta não pretende ser desagradável mas impõe-se: ponderas voltar a representar o GDDF?
JP:
Sem dúvida que sim! Além do mais sou um adepto incondicional do clube. Recordo-me, por exemplo, que há 2 anos atrás sofri bastante com a difícil manutenção na 1ª divisão. Quando sentir que é o momento certo regressarei se o Vitorino ainda me aceitar. (risos)
HOTM:
Tens algum objectivo com este livro? Será o primeiro de vários, a realização de um sonho antigo ou o simples prazer de ver o teu nome junto dos nomes de outros autores de obras de xadrez?
JP:
O primeiro objectivo foi concretizado. Passar alguma da minha experiência por escrito, tentando transmitir alguns dos meus conhecimentos. Naturalmente que mentiria se dissesse que o volume de vendas é pouco importante. Tenho ideias para mais livros, mas vai depender um pouco desse factor, que é quase um medidor se este tipo de obras é ou não bem aceite no nosso meio.
HOTM:
Obrigado pela entrevista. Se quiseres deixar algum comentário final está à vontade; aproveita que no meu blogue não há limites editoriais!
JP: Queria-te agradecer pelo convite efectuado e que sinceramente possas evoluir tanto com este livro como o gozo que me deu a fazê-lo!
Caso queiram saber mais sobre o livro, ou como o adquirir, cliquem nesta frase!
HIGH ON THE MOUNTAIN:
Para começar gostava de saber como surgiu este número, 128. Como sei da tua aptidão para a matemática presumo que não seja por acaso que tenhas escolhido um quadrado perfeito.
José Padeiro:
Obrigado pelo convite Morais. Para mim é sempre um priviilégio poder responder a estas questões, principalmente quando se trata de divulgar a modalidade de que tanto gosto.
De facto escolhi este número por ser o número de casas a multiplicar por 2. Claro que não faria grande diferença ser 125 ou 130 exercícios mas achei mais interessante do ponto de vista xadrezístico fazer esta associação.
HOTM:
O que é ser bem sucedido no xadrez, na tua óptica?
JP:
É sempre uma questão relativa. O que para mim pode ser bem sucedido, pode não ser para ti e vice-versa. Ser bem sucedido para mim é sentir que atingi o meu auge disfrutando ao máximo do prazer do jogo.
HOTM:
Podes assegurar-me que se eu seguir estes 128 passos posso ter sucesso no xadrez? E refiro-me a mim mesmo, porque é conhecida a minha persistência e determinação na prática desta modalidade. Alguém que se dedique a este livro, e o perceba, até onde pode chegar?
JP:
Não sei até onde podes chegar porque isso depende de outros factores variáveis, mas seguramente irás compreender melhor o jogo, e os teus resultados como consequência irão melhorar.
HOTM:
Esta pergunta é pouco original mas pode ser importante: a quem se destina o teu livro?
JP:
O livro dirige-se principalmente aqueles jogadores que tendo chegado a um certo nível de jogo, e compreendido os conceitos básicos, anseiam por atingir um patamar superior.
HOTM:
Por que razão, ou razões, o teu livro deve ser lido pelos adeptos do desporto rei do tabuleiro?
JP:
Sinceramente preferia que fosses tu a responder a essa pergunta depois de o leres (risos). Falando mais a sério, acho que está um livro bem estruturado que mostra posições de jogo bastante interessantes com o bónus de ser de jogadores bastante conhecidos na nossa praça.
HOTM:
Tenho reparado que as erratas, outrora um elemento banal de qualquer livro, não são esquecidas nesta obra. Algo correu mal ou foi ponderado?
JP:
(risos) Podia dizer que foi ponderado mas realmente estaria a faltar à verdade. Talvez algum desgaste de estar sempre a ver as mesmas posições, e alguma inexperiência devido a ser a 1ª obra, acreditando que estaria tudo conforme pretendido, levou a que passasse mal alguns diagramas, situação que será naturalmente revista na 2ª edição.
HOTM:
Para quando um livro de humor sobre xadrez?
JP:
(risos) Sinceramente nunca pensei nisso. Gosto de vez em quando de umas boas larachas mas editar uma obra desse teor é algo que neste momento não está nos meus horizontes.
HOTM:
Esta pergunta não pretende ser desagradável mas impõe-se: ponderas voltar a representar o GDDF?
JP:
Sem dúvida que sim! Além do mais sou um adepto incondicional do clube. Recordo-me, por exemplo, que há 2 anos atrás sofri bastante com a difícil manutenção na 1ª divisão. Quando sentir que é o momento certo regressarei se o Vitorino ainda me aceitar. (risos)
HOTM:
Tens algum objectivo com este livro? Será o primeiro de vários, a realização de um sonho antigo ou o simples prazer de ver o teu nome junto dos nomes de outros autores de obras de xadrez?
JP:
O primeiro objectivo foi concretizado. Passar alguma da minha experiência por escrito, tentando transmitir alguns dos meus conhecimentos. Naturalmente que mentiria se dissesse que o volume de vendas é pouco importante. Tenho ideias para mais livros, mas vai depender um pouco desse factor, que é quase um medidor se este tipo de obras é ou não bem aceite no nosso meio.
HOTM:
Obrigado pela entrevista. Se quiseres deixar algum comentário final está à vontade; aproveita que no meu blogue não há limites editoriais!
JP: Queria-te agradecer pelo convite efectuado e que sinceramente possas evoluir tanto com este livro como o gozo que me deu a fazê-lo!
Caso queiram saber mais sobre o livro, ou como o adquirir, cliquem nesta frase!
ENTREVISTAS
Decidi começar uma série de entrevistas a autores Portugueses que queiram divulgar, neste espaço, os seus trabalhos, em qualquer área, quer seja na música, literatura, pintura, origami, ... A imaginação é o limite!
Começo esta nova fase do meu blogue com a divulgação do livro do Mestre Nacional de Xadrez José Padeiro “Seja bem sucedido no xadrez em 128 passos”. Espero que o José Padeiro tenha sucesso com o seu livro e que esta entrevista seja a primeira de muitas.
E descansem, não me foi oferecido qualquer exemplar a troco desta entrevista; é mesmo puro altruísmo e o acreditar que devemos ajudar aqueles que preferem aventurar-se no desconhecido a estagnar no conformismo.
Quem estiver interessado pode contactar-me através deste meu blogue e também terá direito a uma entrevista para divulgar a sua obra-prima!
Começo esta nova fase do meu blogue com a divulgação do livro do Mestre Nacional de Xadrez José Padeiro “Seja bem sucedido no xadrez em 128 passos”. Espero que o José Padeiro tenha sucesso com o seu livro e que esta entrevista seja a primeira de muitas.
E descansem, não me foi oferecido qualquer exemplar a troco desta entrevista; é mesmo puro altruísmo e o acreditar que devemos ajudar aqueles que preferem aventurar-se no desconhecido a estagnar no conformismo.
Quem estiver interessado pode contactar-me através deste meu blogue e também terá direito a uma entrevista para divulgar a sua obra-prima!
domingo, 3 de abril de 2011
As flores, o caminho e a incompreensão...
As flores à beira da estrada... florescem!
São... flores! É a... Primavera! Aquece!
O tempo... O tempo passa e tudo evolui!
O caminho é aquele que percorres!
Podia ser outro? Claro! Escolhe!
Mas era outro caminho, outra vida...
Compreendes? Não? Nem eu...
Mas caminho... E colho as flores.
Para quê? Se a mim ninguém colhe,
Não colhem os frutos do meu existir...
Flores, aí umas vinte... Para o caminho.
Não é isso que evita me sentir sozinho.
Incompreensão, flores soltas espalhadas...
São... flores! É a... Primavera! Aquece!
O tempo... O tempo passa e tudo evolui!
O caminho é aquele que percorres!
Podia ser outro? Claro! Escolhe!
Mas era outro caminho, outra vida...
Compreendes? Não? Nem eu...
Mas caminho... E colho as flores.
Para quê? Se a mim ninguém colhe,
Não colhem os frutos do meu existir...
Flores, aí umas vinte... Para o caminho.
Não é isso que evita me sentir sozinho.
Incompreensão, flores soltas espalhadas...
sábado, 2 de abril de 2011
HIGH IN THE SKY
I was high in the sky, or flying...
Pretty clouds nearby, or trying...
Feeling so alive, or just dying...
Stretching my wings...
I master the strings
Of my own puppet!
I am high in the sky, and I like it!
Pretty far in the clouds, having my fit!
Feeling alive and alive I won't quit
Stretching my wings
I love all the things
I kept as a secret!
I will be high in the sky, you'll regret
The pretty clouds that will cry, and I bet
I will feel more than alive, with all I'll get
Stretching my wings
The bright future brings...
This sight! It's perfect!
Pretty clouds nearby, or trying...
Feeling so alive, or just dying...
Stretching my wings...
I master the strings
Of my own puppet!
I am high in the sky, and I like it!
Pretty far in the clouds, having my fit!
Feeling alive and alive I won't quit
Stretching my wings
I love all the things
I kept as a secret!
I will be high in the sky, you'll regret
The pretty clouds that will cry, and I bet
I will feel more than alive, with all I'll get
Stretching my wings
The bright future brings...
This sight! It's perfect!
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
FINA FLOR DO ENTULHO
Parece que no final de 2008 alguém se lembrou que o entulho também deve ser evocado! Não um entulho qualquer, apenas o melhor entulho, aquele que alastra mais e mais nesta sociedade decadente! Uns, à moda dos rebanhos, baixam a cabeça e seguem o caprino que percorre um qualquer caminho à sua frente; não interessa para onde vai… Outros pegam nas armas e fazem a guerra! E a guerra neste caso começa com dois dissidentes que são, verdadeiramente, o núcleo desta banda: armados com guitarras a destilar distorção, Daniel vocaliza a revolta enquanto Tiago inventa novos caminhos de disparar o bacamarte eléctrico! Rock em Português, sem truques, com vontade de experimentar novos caminhos; cada concerto da banda é único e irrepetível! Esta constante novidade é difícil de perceber pelo cidadão médio comum, pelo que as mudanças de formação têm sido necessárias. Desde o início deste ano que se juntam a estes dois veteranos de guerra 2 novos recrutas que também se abstêm de bater continência: Rui na bateria e Pedro no baixo, reforços tirsenses, marcam o passo a que o entulho é despejado mesmo à nossa frente. Se querem ouvir um som completamente diferente do habitual, se gostam de temas recorrentes da nossa sociedade como a inaptidão para o serviço militar, se querem ver o circo político a arder, se não ficarem chocados por verem bonecas insufláveis a voar em palco, se não se importam de ver um concerto em locais tão inóspitos como o meio da rua ou mesmo uma prisão, então têm de ver como se faz a festa aqui no Porto!
Tenho ouvido...
Quando não há tempo para ler... ouço! É mais fácil ter o leitor de mp3 no bolso do que um livro, é mais cómodo ir na rua com os phones nos ouvidos e os olhos bem abertos do que a ler um livro e não ver o que se pisa... Aqui vão ficar alguns dos mais marcantes momentos sonoros que tenho escutado ultimamente!
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
"Governo aponta Ferreira Leite como deusa da sensatez" - um comentário
Quem clicar no título será remetido para a página do Diário Económico (onde hoje se pode ler a versão completa desta notícia) no Sapo, onde se pode ler ainda:
"Ex-líder do PSD marcou debate do Orçamento do Estado ao dizer que é aquilo que o país “precisa” e arrancou elogios ao próprio primeiro-ministro."
Vou deixar aqui o meu comentário. Não a esta notícia em particular, mas ao estado das coisas no geral. Esta é a minha visão do que se passa aqui, em Portugal, neste Outono de 2010. E para que daqui a uma década não tenha de escrever o mesmo, apenas mudando o nome dos intervenientes, deixo aqui uma possível solução para a crise! Não exactamente a económica, uma crise maior e que afecta Portugal desde que nasci; pelo menos desde que me lembro de existir e ter atenção a estas "coisas" (esta "coisa" que mais tarde vim a saber que era a política) que ouço falar em crise, "apertar o cinto", "isto-e-aquilo-que-todos-sentem-mas-ninguém-sabe-bem-o-que-é", ... Será um problema do povo Português? Uma certa propensão para a tristeza, a melancolia? Pessimismo!? Se ouvirmos o actual primeiro-ministro a discursar creio que ficamos com essa impressão.
Por que havemos de ser pessimistas? Não somos o Norte da Europa onde as horas de Sol são poucas, comparando com a nossa praia lusitana; podemos passear nesta bela nação, esticar-nos ao Sol como um qualquer pacato lagarto, sarar as nossas "nódoas negras sentimentais", como diz o poeta, banhando-nos à luz do astro-rei. Temos comida à mesa (bom, pelo menos costumávamos ter...) ao contrário de povos africanos, por exemplo. Mais do que comida, temos boa comida, temos gastronomia, a boa Gastronomia Portuguesa, a Dieta Mediterrânica, saudável e apreciada. Temos, talvez, o melhor jogador de futebol do Mundo! Mas nada chega! Somos pessimistas... Por que será?
Talvez porque não temos dinheiro... Temos tudo o que precisamos para viver, sem dúvida; então pela Fórmula do Cardeal Cerejeira (dizia que chegava pão e vinho...) até temos demais!
Há dias, (bem, já passou mais de um mês, o tempo voa...), ou melhor, há mais de um mês, regressava da Polónia, via Bruxelas, e vi um Eurodeputado Português na mesma porta de embarque e de imediato pensei: "De certeza que vai viajar em primeira classe!". Acho que qualquer pessoa adivinharia... Mas porquê em primeira classe? Chegou ao Porto ao mesmo tempo do que eu! Por que razão uns têm de "apertar o cinto" e outros têm de encher a pança? Não fica tudo na mesma?!
Continuo a achar o mesmo: sem uma revolução, daquelas a sério onde o vermelho é do sangue e não das flores, isto não muda! Claro que me parece que esse " povão mamão e preguiçoso que vive à custa de prestações sociais... e empregos do Estado", como ouvi alguém dizer recentemente, mais depressa engoliria um revolucionário que se dispusesse a mudar isto do que a apoiá-lo... Sócrates, Coelhos, Leites, Barrosos, Guterress, ..., é tudo igual, está tudo compremetido com este sistema político, daí não me surpreender o que foi dito por Ferreira Leite; afinal quando o PS sair de lá entra o PSD e vice-versa. Talvez se devesse pensar que não há PS e PSD, há partidos que governam, alternadamente, e eternos partidos da oposição que eventualmente, pontualmente, ajudarão estes a governar e a ter as maiorias necessárias para aprovar o que for preciso (leia-se o que lhes convier). Então, admitindo isso, se veria que não há alternativa ao que temos. Poder-se-ia arriscar num dos partidos da oposição, claro, mas é bastante provável que também estes tivessem os seus "boys" cheios de gula. E se não os tivessem então os outros "boys" converter-se-iam! E imbuídos dessa nova fé partidária teríamos mais do mesmo, apenas com outra cor. Resta saber o que de facto foi negociado, nos bastidores, acerca deste Orçamento de Estado; terá sido a taxa do IVA e afins ou a manutenção/promoção dos lugares para os "boys" dos partidos da oposição quando, inevitavelmente (e está necessariamente para breve), o PSD chegar ao poder? Até lá vamos continuar com estes teatros de parlamento... E quando lá chegarmos continuarão, mas então a maioria do povo aplaudirá e sorrirá quando Passos Coelho ganhar, pelo menos durante algum tempo, assim como se congratulou com Sócrates, e tudo continuará na mesma... Porque, como li no fantástico livro que aconselho, "O Leopardo", "é preciso que tudo mude para que tudo fique como está"!
"Ex-líder do PSD marcou debate do Orçamento do Estado ao dizer que é aquilo que o país “precisa” e arrancou elogios ao próprio primeiro-ministro."
Vou deixar aqui o meu comentário. Não a esta notícia em particular, mas ao estado das coisas no geral. Esta é a minha visão do que se passa aqui, em Portugal, neste Outono de 2010. E para que daqui a uma década não tenha de escrever o mesmo, apenas mudando o nome dos intervenientes, deixo aqui uma possível solução para a crise! Não exactamente a económica, uma crise maior e que afecta Portugal desde que nasci; pelo menos desde que me lembro de existir e ter atenção a estas "coisas" (esta "coisa" que mais tarde vim a saber que era a política) que ouço falar em crise, "apertar o cinto", "isto-e-aquilo-que-todos-sentem-mas-ninguém-sabe-bem-o-que-é", ... Será um problema do povo Português? Uma certa propensão para a tristeza, a melancolia? Pessimismo!? Se ouvirmos o actual primeiro-ministro a discursar creio que ficamos com essa impressão.
Por que havemos de ser pessimistas? Não somos o Norte da Europa onde as horas de Sol são poucas, comparando com a nossa praia lusitana; podemos passear nesta bela nação, esticar-nos ao Sol como um qualquer pacato lagarto, sarar as nossas "nódoas negras sentimentais", como diz o poeta, banhando-nos à luz do astro-rei. Temos comida à mesa (bom, pelo menos costumávamos ter...) ao contrário de povos africanos, por exemplo. Mais do que comida, temos boa comida, temos gastronomia, a boa Gastronomia Portuguesa, a Dieta Mediterrânica, saudável e apreciada. Temos, talvez, o melhor jogador de futebol do Mundo! Mas nada chega! Somos pessimistas... Por que será?
Talvez porque não temos dinheiro... Temos tudo o que precisamos para viver, sem dúvida; então pela Fórmula do Cardeal Cerejeira (dizia que chegava pão e vinho...) até temos demais!
Há dias, (bem, já passou mais de um mês, o tempo voa...), ou melhor, há mais de um mês, regressava da Polónia, via Bruxelas, e vi um Eurodeputado Português na mesma porta de embarque e de imediato pensei: "De certeza que vai viajar em primeira classe!". Acho que qualquer pessoa adivinharia... Mas porquê em primeira classe? Chegou ao Porto ao mesmo tempo do que eu! Por que razão uns têm de "apertar o cinto" e outros têm de encher a pança? Não fica tudo na mesma?!
Continuo a achar o mesmo: sem uma revolução, daquelas a sério onde o vermelho é do sangue e não das flores, isto não muda! Claro que me parece que esse " povão mamão e preguiçoso que vive à custa de prestações sociais... e empregos do Estado", como ouvi alguém dizer recentemente, mais depressa engoliria um revolucionário que se dispusesse a mudar isto do que a apoiá-lo... Sócrates, Coelhos, Leites, Barrosos, Guterress, ..., é tudo igual, está tudo compremetido com este sistema político, daí não me surpreender o que foi dito por Ferreira Leite; afinal quando o PS sair de lá entra o PSD e vice-versa. Talvez se devesse pensar que não há PS e PSD, há partidos que governam, alternadamente, e eternos partidos da oposição que eventualmente, pontualmente, ajudarão estes a governar e a ter as maiorias necessárias para aprovar o que for preciso (leia-se o que lhes convier). Então, admitindo isso, se veria que não há alternativa ao que temos. Poder-se-ia arriscar num dos partidos da oposição, claro, mas é bastante provável que também estes tivessem os seus "boys" cheios de gula. E se não os tivessem então os outros "boys" converter-se-iam! E imbuídos dessa nova fé partidária teríamos mais do mesmo, apenas com outra cor. Resta saber o que de facto foi negociado, nos bastidores, acerca deste Orçamento de Estado; terá sido a taxa do IVA e afins ou a manutenção/promoção dos lugares para os "boys" dos partidos da oposição quando, inevitavelmente (e está necessariamente para breve), o PSD chegar ao poder? Até lá vamos continuar com estes teatros de parlamento... E quando lá chegarmos continuarão, mas então a maioria do povo aplaudirá e sorrirá quando Passos Coelho ganhar, pelo menos durante algum tempo, assim como se congratulou com Sócrates, e tudo continuará na mesma... Porque, como li no fantástico livro que aconselho, "O Leopardo", "é preciso que tudo mude para que tudo fique como está"!
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
As portagens nas SCUT! pt. I
Vamos começar a desmontar o absurdo...
O que é uma SCUT? "É(ra) [adoro a Língua Portuguesa que permite estas coisas!] uma auto-estrada sem custos para o utilizador" (vejam a definição da wikipédia para mais pormenores http://pt.wikipedia.org/wiki/SCUT).
Era mas já não é. Não era já quando era mas agora ainda menos é! Passo a explicar: estas auto-estradas, como quase todas as outras em Portugal, foram financiadas pelos fundos comunitários europeus e pelos fundos... Portugueses! E quem é Portugal? Os Portugueses! Em grande parte estas estradas foram construídas com o dinheiro dos contribuintes Portugueses. Portanto aí já houve um custo para o utilizador. Porque quem vai utilizar as SCUT são... os contribuintes! E os contibuintes, para usufruirem das auto-estradas, têm de se deslocar em automóveis que pagam vários impostos para poderem circular, logo, indirectamente, mais uma vez estas auto-estradas estavam a ser pagas.
Desde o início que, absurdamente, estas estradas se chamam SCUT, quando se deviam chamar inicialmente SPORT. O que é uma SPORT? Pela mesma ordem de pensamento, é uma auto-estrada sem portagens, porque custos para os utilizador já antes tinha; portagens é que não.
Doravante, chamar-lhe-ei SPORT. Não que eu faça isto por desporto, mas sim por desagrado, ao ver que as coisas começaram mal logo no início: imaginem que tinham uma filha e lhe chamavam Joaquim! Era, para não dizer mais, estranho...
...
O que é uma SCUT? "É(ra) [adoro a Língua Portuguesa que permite estas coisas!] uma auto-estrada sem custos para o utilizador" (vejam a definição da wikipédia para mais pormenores http://pt.wikipedia.org/wiki/SCUT).
Era mas já não é. Não era já quando era mas agora ainda menos é! Passo a explicar: estas auto-estradas, como quase todas as outras em Portugal, foram financiadas pelos fundos comunitários europeus e pelos fundos... Portugueses! E quem é Portugal? Os Portugueses! Em grande parte estas estradas foram construídas com o dinheiro dos contribuintes Portugueses. Portanto aí já houve um custo para o utilizador. Porque quem vai utilizar as SCUT são... os contribuintes! E os contibuintes, para usufruirem das auto-estradas, têm de se deslocar em automóveis que pagam vários impostos para poderem circular, logo, indirectamente, mais uma vez estas auto-estradas estavam a ser pagas.
Desde o início que, absurdamente, estas estradas se chamam SCUT, quando se deviam chamar inicialmente SPORT. O que é uma SPORT? Pela mesma ordem de pensamento, é uma auto-estrada sem portagens, porque custos para os utilizador já antes tinha; portagens é que não.
Doravante, chamar-lhe-ei SPORT. Não que eu faça isto por desporto, mas sim por desagrado, ao ver que as coisas começaram mal logo no início: imaginem que tinham uma filha e lhe chamavam Joaquim! Era, para não dizer mais, estranho...
...
Palavras que tenho visto alteradas ao abrigo do novo acordo ortográfico...
... mas que escusam de contar comigo para o implementar, pois até me sinto mal ao ver isto:
domingo e diretor (em vez de Domingo e director, respectivamente, como se escreve em Língua Portuguesa).
Apenas mostro dois pequenos exemplos da desgraça que tenho visto; cada uma destas palavras alienígeas arrepia-me e dá-me nauseas, até porque dizem que agora a Língua Portuguesa é assim! Será, mas não para mim, e não neste blogue.
Os Domingos continuam a ser importantes para mim, assim como qualquer outro dia da semana e os meses do ano (interessante informação sobre os meses do ano nas ciberdúvidas: http://www.ciberduvidas.com/idioma.php?rid=2018).
Pelas regras que aprendi, diretor lê-se de maneira diferente de director, mas que eu saiba continuamos a pronunciar a palavra da mesma maneira portanto para quê mudar o que está bem? Por que razão decapitamos a etimologia da palavra? Por causa dessa língua não oficial, mas sem dúvida existente, o brasileiro? Eu falo Português, escrevo Português e não tenho nada a ver com os falantes e escritores de brasileiro. Aprendamos um bocado com a História e concedamos também a independência à língua que eles falam!
domingo e diretor (em vez de Domingo e director, respectivamente, como se escreve em Língua Portuguesa).
Apenas mostro dois pequenos exemplos da desgraça que tenho visto; cada uma destas palavras alienígeas arrepia-me e dá-me nauseas, até porque dizem que agora a Língua Portuguesa é assim! Será, mas não para mim, e não neste blogue.
Os Domingos continuam a ser importantes para mim, assim como qualquer outro dia da semana e os meses do ano (interessante informação sobre os meses do ano nas ciberdúvidas: http://www.ciberduvidas.com/idioma.php?rid=2018).
Pelas regras que aprendi, diretor lê-se de maneira diferente de director, mas que eu saiba continuamos a pronunciar a palavra da mesma maneira portanto para quê mudar o que está bem? Por que razão decapitamos a etimologia da palavra? Por causa dessa língua não oficial, mas sem dúvida existente, o brasileiro? Eu falo Português, escrevo Português e não tenho nada a ver com os falantes e escritores de brasileiro. Aprendamos um bocado com a História e concedamos também a independência à língua que eles falam!
O Leopardo
Continuando ligado à Itália, o Leopardo foi outro dos livros que só me arrependo de não ter lido mais cedo. Lembro-me que o comprei em segunda-mão por 1,50 € e que foi um grande negócio. Desde que o conteúdo do livro esteja intacto, o preço ou a proveniência pouco me importam; claro que é bonito ter uma prateleira cheia de livros da mesma colecção ou ainda com aquele brilho que todas as coisas novas têm mas o meu interesse nos livros é, primariamente, o que neles posso descobrir ao lê-los.
A aristocracia em decadência, as mudanças inevitáveis que nada mudam (ou que tudo mudam, conforme a perspectiva) ou o último de uma família; tudo isto são temas presentes n'"O Leopardo". A par de outras leituras sobre a Sicília, o meu quadro mental da ilha vai-se completando (com ajudas das imagens dos filmes, claro), até ao dia em que, espero, pisarei o árido solo envolvido pelo Mediterrâneo. Outro romance histórico; com este livro muito há a aprender, desde a própria história à política, mantendo sempre a altivez dum condenado consciente, pois nestas páginas, como em tantas outras páginas da vida, "é preciso que tudo mude para que tudo fique como está"...
A aristocracia em decadência, as mudanças inevitáveis que nada mudam (ou que tudo mudam, conforme a perspectiva) ou o último de uma família; tudo isto são temas presentes n'"O Leopardo". A par de outras leituras sobre a Sicília, o meu quadro mental da ilha vai-se completando (com ajudas das imagens dos filmes, claro), até ao dia em que, espero, pisarei o árido solo envolvido pelo Mediterrâneo. Outro romance histórico; com este livro muito há a aprender, desde a própria história à política, mantendo sempre a altivez dum condenado consciente, pois nestas páginas, como em tantas outras páginas da vida, "é preciso que tudo mude para que tudo fique como está"...
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
A Família
A principal razão para ter comprado este livro (talvez há 3 anos atrás, na Feira do Livro do Porto) foi o autor; não idolatrasse eu a saga da Família Corleone e dificilmente conheceria a saga da Família Bórgia! O último livro de Mario Puzo, editado postumamente, foi o segundo que li e também adorei! Perante tanta emoção, positiva, que senti ao lê-lo decidi que tinha de "devorar" mais a obra deste autor e evitar tanto tempo em suspenso desde que posso tactear um livro mas não passo da capa até que percebo a sua verdadeira essência. Na minha estante, à espera, estão já "O Siciliano" e "O Último dos Padrinhos".
Este romance histórico é a verdadeira "saga de ambição e poder", como se lê na contracapa! Aconselho especialmente a quem, como eu, gostar de História, nomeadamente a época do Renascimento. E quem leu "O Padrinho" irá perceber que já no fim do século XV alguns dos "modernos" mecanismos da máfia já eram comuns no Vaticano.
Este romance histórico é a verdadeira "saga de ambição e poder", como se lê na contracapa! Aconselho especialmente a quem, como eu, gostar de História, nomeadamente a época do Renascimento. E quem leu "O Padrinho" irá perceber que já no fim do século XV alguns dos "modernos" mecanismos da máfia já eram comuns no Vaticano.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Maya - O Romance da Criação
Gostei muito deste livro! Divinamente aconselhado por quem me parece conhecer antes de me conhecer (frase para fazer pensar), se há destino, este tratou de me colocar este interessante e complexo romance nas mãos. As reflexões nele constantes, o entusiasmo da prosa, reacenderam-me a vontade de queimar as pestanas; depois deste livro (que recomendo especialmente a Biólogos que queiram uma perspectiva interessante da criação, seja lá isso o que for..., num contexto pouco científico) não mais parei de saciar a minha fome de literatura.
Tenho lido...
Não tenho escrito, tenho lido... Muito! Muitas matérias diferentes! Comparo estilos, aprendo, aguço a curiosidade e tenho vontade de ler mais. E agora de voltar a escrever.
Olho para trás e vejo o quão pobre foi a minha escrita até agora. O quanto foi, como dizer... irreal! Não fingida mas irreal. Vazia de conteúdo. Superficial, vá. Felizmente que certa literatura se atravessou no meu caminho e me fez questionar, reflectir, enfim, evoluir...
Olho para trás e vejo o quão pobre foi a minha escrita até agora. O quanto foi, como dizer... irreal! Não fingida mas irreal. Vazia de conteúdo. Superficial, vá. Felizmente que certa literatura se atravessou no meu caminho e me fez questionar, reflectir, enfim, evoluir...
domingo, 22 de agosto de 2010
POEMA 100
SEM TI...
É preciso ter muita fé
Quando nada mais existe
´bora lá tomar um café
E esquecer o que é triste
Para quê reflectir
Sobre quê, para quê?
É forçado o partir
Quando falta um porquê
A falta que fazes
Nunca mais superada
Não seremos capazes
De mais nada...
Não teremos vontade
Apenas saudade
E muita mágoa
Pura como água
Diluis-te em nós
Em gargantas nós
E no lacrimejar
E no flamejar
Na vela acesa
Da tua beleza
Da tua presença
Profunda, imensa
Perpétua chama
Para quem te ama
Para quem te chora
Para quem te adora
A quem fazes falta
A estrela mais alta
E sempre cintilante
Mesmo distante
Dás-nos vida!
Obrigado!
Nunca tanto me senti
Sem ti...
Rainha do mundo
Estaremos no fundo
Sem ti...
Deusa divina
É tão má a sina
Sem ti...
Altar sagrado
Para sempre condenado
Sem ti...
O café é bom
Pousa no pires
Essa colher
É tão bom
Tu existires
Jovem mulher
Terna, eterna...
A vida não o é,
Sem ti...
(28/3/2005)
É preciso ter muita fé
Quando nada mais existe
´bora lá tomar um café
E esquecer o que é triste
Para quê reflectir
Sobre quê, para quê?
É forçado o partir
Quando falta um porquê
A falta que fazes
Nunca mais superada
Não seremos capazes
De mais nada...
Não teremos vontade
Apenas saudade
E muita mágoa
Pura como água
Diluis-te em nós
Em gargantas nós
E no lacrimejar
E no flamejar
Na vela acesa
Da tua beleza
Da tua presença
Profunda, imensa
Perpétua chama
Para quem te ama
Para quem te chora
Para quem te adora
A quem fazes falta
A estrela mais alta
E sempre cintilante
Mesmo distante
Dás-nos vida!
Obrigado!
Nunca tanto me senti
Sem ti...
Rainha do mundo
Estaremos no fundo
Sem ti...
Deusa divina
É tão má a sina
Sem ti...
Altar sagrado
Para sempre condenado
Sem ti...
O café é bom
Pousa no pires
Essa colher
É tão bom
Tu existires
Jovem mulher
Terna, eterna...
A vida não o é,
Sem ti...
(28/3/2005)
POEMA 99
SEM PODER
Se me derem o poder eu escolho
Não era por isto que optaria
A minha personalidade é fria
E nela me isolo e recolho
Dente por dente, olho por olho
Ideias que não me permitiria
Viver bem comigo em todo o dia
Mas até perante mim me encolho
Solidão que não me dá solidez
Não tenho razões, não tenho ambição
Não é a primeira nem a última vez
Só queria poder escolher de tudo
Ou saber se tenho alguma missão
Ignoro-o e vivo calado e mudo...
(31/3/2005)
Se me derem o poder eu escolho
Não era por isto que optaria
A minha personalidade é fria
E nela me isolo e recolho
Dente por dente, olho por olho
Ideias que não me permitiria
Viver bem comigo em todo o dia
Mas até perante mim me encolho
Solidão que não me dá solidez
Não tenho razões, não tenho ambição
Não é a primeira nem a última vez
Só queria poder escolher de tudo
Ou saber se tenho alguma missão
Ignoro-o e vivo calado e mudo...
(31/3/2005)
POEMA 98
A MAIS DESEJADA
Nunca antes estive tão certo
Que vai acontecer o que peço
O teu tão esperado regresso
Nunca antes esteve tão perto
Longa caminhada no deserto
Distâncias infinitas que não meço
Meço apenas o grande sucesso
Dum acreditar de onde desperto
Hás-de aqui chegar e ler isto
Sem ti tudo apenas vale nada
Alguém como tu nunca tinha visto
A tua vinda por mim anunciada
Porque a esta notícia não resisto
Vai chegar a pessoa mais desejada! =D
(20/4/2005)
Nunca antes estive tão certo
Que vai acontecer o que peço
O teu tão esperado regresso
Nunca antes esteve tão perto
Longa caminhada no deserto
Distâncias infinitas que não meço
Meço apenas o grande sucesso
Dum acreditar de onde desperto
Hás-de aqui chegar e ler isto
Sem ti tudo apenas vale nada
Alguém como tu nunca tinha visto
A tua vinda por mim anunciada
Porque a esta notícia não resisto
Vai chegar a pessoa mais desejada! =D
(20/4/2005)
POEMA 97
ACREDITAR NA SORTE
Basta acreditar no que é possível
E com sorte talvez se realize
Talvez seja tudo aquilo que eu precise
Para atingir um novo ansiado nível
A minha crença só é credível
Para quem na sorte se especialize
Venha a sorte e com ela eu não deslize
Porque com ela eu sou quase invencível
Mas a sorte não vem quando dela necessito
E então fico tão vulnerável
Que nem na esperança já acredito
Mas a vida pode ser adorável
Se nela virmos o que é bonito
Amá-la faz-me ser saudável...
(7/4/2005)
Basta acreditar no que é possível
E com sorte talvez se realize
Talvez seja tudo aquilo que eu precise
Para atingir um novo ansiado nível
A minha crença só é credível
Para quem na sorte se especialize
Venha a sorte e com ela eu não deslize
Porque com ela eu sou quase invencível
Mas a sorte não vem quando dela necessito
E então fico tão vulnerável
Que nem na esperança já acredito
Mas a vida pode ser adorável
Se nela virmos o que é bonito
Amá-la faz-me ser saudável...
(7/4/2005)
POEMA 96
A CHEGAR À CONCLUSÃO
Por favor tu já te podes acalmar
Isto está a chegar à conclusão
Achas que apenas foi uma desilusão?
Uma maré contra quem tive de remar
Não sou vazio, sou extenso como o mar
Só tu é que tiveste sempre a razão...
Foi para mim um tempo de confusão
Confundiu-me a sensação de amar...
Os sentimentos continuam confusos
Mas os olhos estão bem abertos
E já não me permito tais abusos
Assim como há destinos incertos
Há vidas boas que têm maus usos
Só os vemos tarde, se bem despertos...
(26/4/2005)
Por favor tu já te podes acalmar
Isto está a chegar à conclusão
Achas que apenas foi uma desilusão?
Uma maré contra quem tive de remar
Não sou vazio, sou extenso como o mar
Só tu é que tiveste sempre a razão...
Foi para mim um tempo de confusão
Confundiu-me a sensação de amar...
Os sentimentos continuam confusos
Mas os olhos estão bem abertos
E já não me permito tais abusos
Assim como há destinos incertos
Há vidas boas que têm maus usos
Só os vemos tarde, se bem despertos...
(26/4/2005)
POEMA 95
...
Se todas as palavras fossem escritas
Dolorosas e não verdadeiras
Não seriam com certeza as primeiras
Por mim ou por ti necessariamente ditas
Palavras que dizes mas não acreditas
Pára de dizer inconscientes asneiras
Magoas-me de todas as maneiras
Com acções e palavras hipócritas
Na minha vida o que eu queria
Era a tua preciosa companhia
Mas tu preferiste magoar-me
As palavras que eu percebia
Não eram as mesmas que ouvia
Pois pensava que querias amar-me
(31/3/2005)
Se todas as palavras fossem escritas
Dolorosas e não verdadeiras
Não seriam com certeza as primeiras
Por mim ou por ti necessariamente ditas
Palavras que dizes mas não acreditas
Pára de dizer inconscientes asneiras
Magoas-me de todas as maneiras
Com acções e palavras hipócritas
Na minha vida o que eu queria
Era a tua preciosa companhia
Mas tu preferiste magoar-me
As palavras que eu percebia
Não eram as mesmas que ouvia
Pois pensava que querias amar-me
(31/3/2005)
POEMA 94
ÓPIO
Já passei nas trompas de Falópio
Já fui um espermatozóide e um ovo
Já vivi e passei muito logo não sou novo
Já cheguei a ser visível só ao microscópio
Agora olho-me por um telescópio
Estou acima de todo este povo
Sou um astro que não causa estorvo
Pois podem inibir-me pelo ópio
Duma célula tornei-me um asteróide
Uma grandeza que não tinha esperado
Ajudem-me, dêem-me um ópio alcalóide
A minha dimensão deixou-me mesmo tolo
Só sobrevivo se o tiver inalado
Sobre mim só o ópio tem controlo
(13/4/2005)
Já passei nas trompas de Falópio
Já fui um espermatozóide e um ovo
Já vivi e passei muito logo não sou novo
Já cheguei a ser visível só ao microscópio
Agora olho-me por um telescópio
Estou acima de todo este povo
Sou um astro que não causa estorvo
Pois podem inibir-me pelo ópio
Duma célula tornei-me um asteróide
Uma grandeza que não tinha esperado
Ajudem-me, dêem-me um ópio alcalóide
A minha dimensão deixou-me mesmo tolo
Só sobrevivo se o tiver inalado
Sobre mim só o ópio tem controlo
(13/4/2005)
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