CARTAS
A cartomante deitou as cartas
Para prever o nosso destino
O que aqui se passa não imagino;
De que fim, mulher, nos apartas?
De que nó nossa vida desatas?
Porque é que eu perdi o tino
E acredito neste falso divino
E nestas filosofias baratas?
Não há cartas que nos adiantem
Quando o destino está traçado
E outra hipótese não se tem
Há que encarar pois não há qualquer ser
Nem mago, nem espírito alado
Que possa mudar o que tiver de ser
(28/3/2005)
quinta-feira, 29 de abril de 2010
POEMA 29
PAIXÃO EM TRAÇOS LEVES
Sinto a paixão nos traços tão leves
Com que escrevo estas palavras carinhosas
Sinto a leveza do teu cheiro a rosas
Que inspiro devagar em momentos breves
Vejo-te bela e pura como brancas neves
Assim brancas como as tuas mãos carinhosas
Que sinto debaixo de árvores frondosas
Onde um apaixonado passeio me deves
E sinto-me tão bem! Olhos brilhando
À medida que em sonhos te revelas
Majestosa como te estou imaginando
E só quero mesmo uma explicação
Porque é que todas as coisas belas
Que adoro só existem na minha imaginação?
(6/4/2005)
Sinto a paixão nos traços tão leves
Com que escrevo estas palavras carinhosas
Sinto a leveza do teu cheiro a rosas
Que inspiro devagar em momentos breves
Vejo-te bela e pura como brancas neves
Assim brancas como as tuas mãos carinhosas
Que sinto debaixo de árvores frondosas
Onde um apaixonado passeio me deves
E sinto-me tão bem! Olhos brilhando
À medida que em sonhos te revelas
Majestosa como te estou imaginando
E só quero mesmo uma explicação
Porque é que todas as coisas belas
Que adoro só existem na minha imaginação?
(6/4/2005)
POEMA 28
DESTINO
Pouco falamos e nunca nos vemos
Muito me custa pois tanto te admiro
Se o sentes sabes a que me refiro
Este destino que não percebemos
O pouco tempo que nunca temos
É ansiado em cada suspiro
Saudades pesam sempre que respiro
Destino porque nos intrometemos?
E pergunto-me o nosso destino
E de quem o saberá senão nós
O fio da lâmina é tão fino...
Estamos sós e sempre afastados
Não me sentes, não ouves a minha voz
Destinas-me a imaginar bons bocados?!
(23,24/3/2005)
Pouco falamos e nunca nos vemos
Muito me custa pois tanto te admiro
Se o sentes sabes a que me refiro
Este destino que não percebemos
O pouco tempo que nunca temos
É ansiado em cada suspiro
Saudades pesam sempre que respiro
Destino porque nos intrometemos?
E pergunto-me o nosso destino
E de quem o saberá senão nós
O fio da lâmina é tão fino...
Estamos sós e sempre afastados
Não me sentes, não ouves a minha voz
Destinas-me a imaginar bons bocados?!
(23,24/3/2005)
quinta-feira, 22 de abril de 2010
POEMA 27
UM DESEJO MAIOR QUE A ARTE
Preciso sempre de uma meta
E sempre que possível um tema
Escrever poesia é um problema
E também a motivação predilecta
A minha mente não se quer quieta
Após isto não mais será a mesma
Qualquer desafio deve ser o lema
Para a sobriedade que a vida acarreta
E se este desafio implica
Fazer o que gosto de fazer
A minha alma fica mais rica
E com estas palavras acariciar-te
Além dum desafio é um prazer
E um desejo maior que a arte
(28/3/2005)
Preciso sempre de uma meta
E sempre que possível um tema
Escrever poesia é um problema
E também a motivação predilecta
A minha mente não se quer quieta
Após isto não mais será a mesma
Qualquer desafio deve ser o lema
Para a sobriedade que a vida acarreta
E se este desafio implica
Fazer o que gosto de fazer
A minha alma fica mais rica
E com estas palavras acariciar-te
Além dum desafio é um prazer
E um desejo maior que a arte
(28/3/2005)
POEMA 26
O ÚNICO DESAFIO
Agora que o mundo está contra mim
Sinto-me fraco e só definho
Quem me dera não estar sozinho
Agora que sinto chegar o fim
Por este caminho que não vim
E este imaculado amargo vinho
Em que não toco pois caminho
Com o fim de não ser assim
Não me deixes cair em tentação
Pois sabes bem do que sou capaz
Ajuda-me a alcançar outra dimensão
Penso só em ti em quem confio
Nesta nova era em que não há paz
Manter-me vivo é o único desafio
(29/3/2005)
Agora que o mundo está contra mim
Sinto-me fraco e só definho
Quem me dera não estar sozinho
Agora que sinto chegar o fim
Por este caminho que não vim
E este imaculado amargo vinho
Em que não toco pois caminho
Com o fim de não ser assim
Não me deixes cair em tentação
Pois sabes bem do que sou capaz
Ajuda-me a alcançar outra dimensão
Penso só em ti em quem confio
Nesta nova era em que não há paz
Manter-me vivo é o único desafio
(29/3/2005)
POEMA 25
A MÁGOA, OS REMORSOS
A inspiração escapa-me entre os dedos
Era inevitável chegar este momento
Já chega de soturnidade e sofrimento
Mas não consigo exorcizar os medos
Estou duro e frio como os penedos
Ao pé do mar! Erodidos pelo vento,
Água... Só esta mágoa erodir tento
Mas a vida prendeu-me em seus enredos
Inspiração que se evaporou devagar
E que me chupou até ao tutano dos ossos
Pois entendeu que eu lhe devia pagar
Grandes dramas sejam os vossos
Agora que às palavras me vou desligar
Fiquem vocês com a mágoa, os remorsos...
(6/4/2005)
A inspiração escapa-me entre os dedos
Era inevitável chegar este momento
Já chega de soturnidade e sofrimento
Mas não consigo exorcizar os medos
Estou duro e frio como os penedos
Ao pé do mar! Erodidos pelo vento,
Água... Só esta mágoa erodir tento
Mas a vida prendeu-me em seus enredos
Inspiração que se evaporou devagar
E que me chupou até ao tutano dos ossos
Pois entendeu que eu lhe devia pagar
Grandes dramas sejam os vossos
Agora que às palavras me vou desligar
Fiquem vocês com a mágoa, os remorsos...
(6/4/2005)
domingo, 18 de abril de 2010
nada a dizer
Não sei o que dizer...
A sério que não sei...
Nem sei o que fazer...
E se até agora rimei
Foi mesmo por acaso...
Não façam caso...
Às vezes também temos de saber,
Por muito que custe a perceber,
Que não há nada para dizer...
A sério que não sei...
Nem sei o que fazer...
E se até agora rimei
Foi mesmo por acaso...
Não façam caso...
Às vezes também temos de saber,
Por muito que custe a perceber,
Que não há nada para dizer...
As folhas caem
As folhas caem, devagar,
Caem sempre, e devagar,
E caem em qualquer lugar;
As folhas caem, inevitavelmente!
Caem folhas e estou presente,
Caem folhas constantemente,
Caem e não se levantam mais!
Se há tantas folhas iguais
Por que me razão dói mais
Quando caem folhas que amo?
Folhas que para mim reclamo...
"Altruísmo egoísta" é como chamo
À vontade de mudar o destino.
Se nem aprendo o que ensino
Como posso ser por vós ouvido,
Se o destino está tão bem decidido
E mais folhas têm, assim, caído?
Caem sempre, e devagar,
E caem em qualquer lugar;
As folhas caem, inevitavelmente!
Caem folhas e estou presente,
Caem folhas constantemente,
Caem e não se levantam mais!
Se há tantas folhas iguais
Por que me razão dói mais
Quando caem folhas que amo?
Folhas que para mim reclamo...
"Altruísmo egoísta" é como chamo
À vontade de mudar o destino.
Se nem aprendo o que ensino
Como posso ser por vós ouvido,
Se o destino está tão bem decidido
E mais folhas têm, assim, caído?
quarta-feira, 14 de abril de 2010
POEMA 24
NÃO BEM, NÃO MAL
Nada mais me ocorre para expresssar
Aquilo que sinto! Não me sinto bem
Como outrora me sentia mas também
Não me sinto mal como estou a pensar
Já sobrevivi quando tive de atravessar
O deserto do meu passado! Acabem
Com a minha confusão! Digam se sabem
Porque é que me estou sempre a passar
Se já não sinto a calma de antigamente
E mesmo assim permaneço sereno
É porque devia estar inconsciente
O clima tornou-se afável, ameno...
Só eu é que nunca fico diferente...
Sinto-me sempre mal, sinto-me pequeno
(6/4/2005)
Nada mais me ocorre para expresssar
Aquilo que sinto! Não me sinto bem
Como outrora me sentia mas também
Não me sinto mal como estou a pensar
Já sobrevivi quando tive de atravessar
O deserto do meu passado! Acabem
Com a minha confusão! Digam se sabem
Porque é que me estou sempre a passar
Se já não sinto a calma de antigamente
E mesmo assim permaneço sereno
É porque devia estar inconsciente
O clima tornou-se afável, ameno...
Só eu é que nunca fico diferente...
Sinto-me sempre mal, sinto-me pequeno
(6/4/2005)
POEMA 23
INÚTIL
A vida era mais fácil quando estavas presente
Tinha sentido e eu estava feliz
Tinha tudo o que sempre na vida quis
Eras aquilo que procurava incessantemente
O destino traçado fatalmente
Para merecer isto que é que eu fiz?
Quero uma resposta mas ninguém me diz
Porque é que me arrancaram tudo de repente?
Só sei que me sinto tonto e mal
Já não tenho vontade de viver
Porque é que eu não sou um animal?
Que vive sem quaisquer sentimentos...
Se não te posso mais sentir e ver
De nada me serve recordar os bons momentos
(30/3/2005)
A vida era mais fácil quando estavas presente
Tinha sentido e eu estava feliz
Tinha tudo o que sempre na vida quis
Eras aquilo que procurava incessantemente
O destino traçado fatalmente
Para merecer isto que é que eu fiz?
Quero uma resposta mas ninguém me diz
Porque é que me arrancaram tudo de repente?
Só sei que me sinto tonto e mal
Já não tenho vontade de viver
Porque é que eu não sou um animal?
Que vive sem quaisquer sentimentos...
Se não te posso mais sentir e ver
De nada me serve recordar os bons momentos
(30/3/2005)
POEMA 22
AGORA QUE NÃo PODES APARECER
Agora que não podes aparecer
Lágrimas correm em todo o momento
A realidade encara-se com sofrimento
A única hipótese é um renascer
Há que mudar para se vencer
Não o queria mas agora tento
Pois continua em ritmo lento
A vontade do retorno do teu ser
A realidade é por vezes mais forte
Do que aquilo que mais desejamos
E que só se realiza por sorte
É esta vida que vamos caminhando
A honra vem se não paramos
É melhor desaparecer do que ir definhando...
(28/3/2005)
Agora que não podes aparecer
Lágrimas correm em todo o momento
A realidade encara-se com sofrimento
A única hipótese é um renascer
Há que mudar para se vencer
Não o queria mas agora tento
Pois continua em ritmo lento
A vontade do retorno do teu ser
A realidade é por vezes mais forte
Do que aquilo que mais desejamos
E que só se realiza por sorte
É esta vida que vamos caminhando
A honra vem se não paramos
É melhor desaparecer do que ir definhando...
(28/3/2005)
terça-feira, 6 de abril de 2010
POEMA 21
LIQUIDEFEITO
Lágrimas escorrem de olhos escuros
Que te vêem para lá do infinito
O mar é vasto, pleno, bonito
Mas por ele só caminham os puros
Só percorro os caminhos mais duros
Mas para te alcançar nada evito
És a minha deusa, musa e mito
E também a razão dos meus agruros
Porque é que ainda finges ignorância
Porque me inundas de violência
Porque te permites esta distância?
Porque recusas tantas verdades
Se sabes que nado em resistência
Mas afundo-me num mar de saudades...
(24/3/2005)

("liquid" from www.chopperdanceblog.com)
Lágrimas escorrem de olhos escuros
Que te vêem para lá do infinito
O mar é vasto, pleno, bonito
Mas por ele só caminham os puros
Só percorro os caminhos mais duros
Mas para te alcançar nada evito
És a minha deusa, musa e mito
E também a razão dos meus agruros
Porque é que ainda finges ignorância
Porque me inundas de violência
Porque te permites esta distância?
Porque recusas tantas verdades
Se sabes que nado em resistência
Mas afundo-me num mar de saudades...
(24/3/2005)

("liquid" from www.chopperdanceblog.com)
POEMA 20
CHUVA LÁ FORA
Detesto hoje que está a chover
Porque fico frio e molhado
Se pelo Sol tivesse esperado
Não cumpriria o meu dever
Na vida não deve de haver
Um outro tão perfeito estado
Que a Natureza, que tenho reparado
Que age como me tem feito ver
Hoje que não podes estar comigo
Já não há qualquer perigo
Venham chuvas e inundações
A meteorologia são corações
Quando o meu coração por ti chora
Vê as lágrimas na chuva lá fora...
(14/4/2005)

("rain" from www.static.bethsoft.com/blog)
Detesto hoje que está a chover
Porque fico frio e molhado
Se pelo Sol tivesse esperado
Não cumpriria o meu dever
Na vida não deve de haver
Um outro tão perfeito estado
Que a Natureza, que tenho reparado
Que age como me tem feito ver
Hoje que não podes estar comigo
Já não há qualquer perigo
Venham chuvas e inundações
A meteorologia são corações
Quando o meu coração por ti chora
Vê as lágrimas na chuva lá fora...
(14/4/2005)

("rain" from www.static.bethsoft.com/blog)
POEMA 19
ROSAS ESPINHOSAS
Diz-me de que são feitas as rosas
Se de pétalas, cheiro ou espinhos
Diz-me: porque estamos sozinhos
E porque temos vidas espinhosas?
Vida, gozamos-te ou tu nos gozas?
Quando pões flores nos caminhos
E nos confundes com carinhos
De inacessíveis flores vistosas
Para que nos dás a beleza
Se com espinhos a proteges
Se de a ter não temos certeza?
Porque me deixas ver a flor
Se apenas tu as leis reges
E não deixas que haja amor?
(16/3/2005)

("rose thorns" from www.photos.somd.com)
Diz-me de que são feitas as rosas
Se de pétalas, cheiro ou espinhos
Diz-me: porque estamos sozinhos
E porque temos vidas espinhosas?
Vida, gozamos-te ou tu nos gozas?
Quando pões flores nos caminhos
E nos confundes com carinhos
De inacessíveis flores vistosas
Para que nos dás a beleza
Se com espinhos a proteges
Se de a ter não temos certeza?
Porque me deixas ver a flor
Se apenas tu as leis reges
E não deixas que haja amor?
(16/3/2005)

("rose thorns" from www.photos.somd.com)
pt. IV?
Isto das partes do livro é novo para mim também. Não arranjei os poemas aleatoriamente mas não estive com estas preocupações de divisão por partes, há 5 anos atrás...
Há 5 anos atrás estive no Jardim Botânico a ver umas tulipas com aquela a quem fiz os poemas... Voltei lá esta semana e havia de novo tulipas. Há cinco anos atrás estavam bem mais bonitas! Enfim, um sítio que me marcou e que inspirou algumas dos poemas que aqui vão estar. Continua bonito e recomendo a quem gostar de flores e beleza e .
Cinco anos e nem tudo mudou felizmente. Cinco anos e tudo mudou felizmente. Cinco antes e nem tudo mudou infelizmente. Cinco anos e tudo mudou infelizmente.
Dependendo dos dias cada uma destas quatro frases faz sentido. Ainda faltam 82... Poemas...
Há 5 anos atrás estive no Jardim Botânico a ver umas tulipas com aquela a quem fiz os poemas... Voltei lá esta semana e havia de novo tulipas. Há cinco anos atrás estavam bem mais bonitas! Enfim, um sítio que me marcou e que inspirou algumas dos poemas que aqui vão estar. Continua bonito e recomendo a quem gostar de flores e beleza e .
Cinco anos e nem tudo mudou felizmente. Cinco anos e tudo mudou felizmente. Cinco antes e nem tudo mudou infelizmente. Cinco anos e tudo mudou infelizmente.
Dependendo dos dias cada uma destas quatro frases faz sentido. Ainda faltam 82... Poemas...
Talvez me falte um encosto
Talvez me falte um encosto
Talvez...
Talvez me falte um rosto
Talvez o veja outra vez
Talvez...
Talvez me falte um bom descanso
Talvez...
Talvez me chegue o que alcanço
Talvez mais do que a vocês
Talvez...
Talvez seja esta a última vez
Talvez...
Talvez seja esta a primeira
Talvez mais uma noite inteira
Talvez mais um dia arrastado
Talvez mais um sono adiado
Talvez...
Talvez seja esta a derradeira
Talvez durma a noite inteira
Talvez esqueça todo um sonho
Talvez mais uma que componho
Talvez...
Talvez não te ligue um ovo
Talvez comece tudo de novo
Talvez...
Talvez, talvez, talvez:
Essa palavra outra vez!
Talvez eu até perceba metade
Talvez eu não saiba a verdade
Talvez eu tenha feito este poema
Talvez eu tenha um problema
Talvez...
Talvez eu já tenha jantado
Talvez eu já tenha almoçado
Talvez eu não tenha sequer fome
Talvez seja eu quem te come
Talvez...
Talvez na cabeça esteja demais
Talvez esteja a cabeça até a mais
Talvez numa frase seria tudo dito
Talvez chegasse mas não acredito
Talvez...
Talvez eu tivesse tanto a dizer
Talvez tudo se resuma ao prazer
Talvez a vontade de reconquistar
Talvez a certeza do meu bem-estar
Talvez...
Talvez um dia...
Talvez...
06-04-2010
Talvez...
Talvez me falte um rosto
Talvez o veja outra vez
Talvez...
Talvez me falte um bom descanso
Talvez...
Talvez me chegue o que alcanço
Talvez mais do que a vocês
Talvez...
Talvez seja esta a última vez
Talvez...
Talvez seja esta a primeira
Talvez mais uma noite inteira
Talvez mais um dia arrastado
Talvez mais um sono adiado
Talvez...
Talvez seja esta a derradeira
Talvez durma a noite inteira
Talvez esqueça todo um sonho
Talvez mais uma que componho
Talvez...
Talvez não te ligue um ovo
Talvez comece tudo de novo
Talvez...
Talvez, talvez, talvez:
Essa palavra outra vez!
Talvez eu até perceba metade
Talvez eu não saiba a verdade
Talvez eu tenha feito este poema
Talvez eu tenha um problema
Talvez...
Talvez eu já tenha jantado
Talvez eu já tenha almoçado
Talvez eu não tenha sequer fome
Talvez seja eu quem te come
Talvez...
Talvez na cabeça esteja demais
Talvez esteja a cabeça até a mais
Talvez numa frase seria tudo dito
Talvez chegasse mas não acredito
Talvez...
Talvez eu tivesse tanto a dizer
Talvez tudo se resuma ao prazer
Talvez a vontade de reconquistar
Talvez a certeza do meu bem-estar
Talvez...
Talvez um dia...
Talvez...
06-04-2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
POEMA 18
DENTRO DA MINHA MENTE, PELO MENOS SUPOSTAMENTE...
Meu amigo, isto já tinha de ser
Pois ele pouco fez para me merecer
Sabes que sou muito egocêntrica
Sinto-me bem em ser autêntica
Isto tinha mesmo de ter um fim
Eu não podia continuar assim...
Contigo descobri a verdade
Não é comum a nossa amizade
É tão boa e é tão sincera,
Algo de que não estava à espera...
Sortuda em te ter encontrado
Passo contigo um excelente bocado
Só te sinto e não te vejo
Só te ouço não te aleijo
Também eras incapaz de o fazer
Tens pela vida outro prazer
Vês tudo de maneira diferente
Tens o optimismo sempre presente
Confesso que me sinto bem contigo
Mas não te conheço e é um perigo
Serã que isso aumenta a tentação?
Nunca outrora tive esta sensação...
Creio haver algo em ti que me atrai
Mas o desconhecido também retrai
Se ao menos eu tivesse mais respostas
Porque sinto que de mim gostas
Erros cometem-se e com eles cescemos
Mas também é bom que os evitemos
Dizes que eu sou a tua musa
A inspiração que a arte te recusa
Dizes-me a mais perfeita do mundo
És exagerado mas sincero lá no fundo
Embora às vezes não te compreenda
Pareces querer que de ti dependa
Tenho medo que nada resulte
E que tudo em vão se exulte...
Serão os erros ou a futilidade?
Porque é tão difícl saber a verdade?
Será só mais uma coincidência?
Não conheces o sabor da desistência
És persistente e tão confuso...
Confundes-me porque não te acuso...
Confundes-me com a tua poesia
A tua mente não está vazia
Fazes-me pensar o contrário
Mas basta ler o teu poemário...
Tens capacidades incríveis
Mas foges desses níveis
Dizes coisas tão bonitas
Mas nem em ti acreditas
Ensinaste-me uma felicidade
Da qual só por vezes tens vontade
Abriste-me o caminho para o paraíso
Pois para ti não é preciso
Haverá melhor exemplo de bondade
Que a tua falta de perplexidade
Que a tua calma profunda
Que no mundo já não abunda?
E páro um pouco no verso sessenta
Pois o meu coração já não aguenta...
(21/2/2005)
Meu amigo, isto já tinha de ser
Pois ele pouco fez para me merecer
Sabes que sou muito egocêntrica
Sinto-me bem em ser autêntica
Isto tinha mesmo de ter um fim
Eu não podia continuar assim...
Contigo descobri a verdade
Não é comum a nossa amizade
É tão boa e é tão sincera,
Algo de que não estava à espera...
Sortuda em te ter encontrado
Passo contigo um excelente bocado
Só te sinto e não te vejo
Só te ouço não te aleijo
Também eras incapaz de o fazer
Tens pela vida outro prazer
Vês tudo de maneira diferente
Tens o optimismo sempre presente
Confesso que me sinto bem contigo
Mas não te conheço e é um perigo
Serã que isso aumenta a tentação?
Nunca outrora tive esta sensação...
Creio haver algo em ti que me atrai
Mas o desconhecido também retrai
Se ao menos eu tivesse mais respostas
Porque sinto que de mim gostas
Erros cometem-se e com eles cescemos
Mas também é bom que os evitemos
Dizes que eu sou a tua musa
A inspiração que a arte te recusa
Dizes-me a mais perfeita do mundo
És exagerado mas sincero lá no fundo
Embora às vezes não te compreenda
Pareces querer que de ti dependa
Tenho medo que nada resulte
E que tudo em vão se exulte...
Serão os erros ou a futilidade?
Porque é tão difícl saber a verdade?
Será só mais uma coincidência?
Não conheces o sabor da desistência
És persistente e tão confuso...
Confundes-me porque não te acuso...
Confundes-me com a tua poesia
A tua mente não está vazia
Fazes-me pensar o contrário
Mas basta ler o teu poemário...
Tens capacidades incríveis
Mas foges desses níveis
Dizes coisas tão bonitas
Mas nem em ti acreditas
Ensinaste-me uma felicidade
Da qual só por vezes tens vontade
Abriste-me o caminho para o paraíso
Pois para ti não é preciso
Haverá melhor exemplo de bondade
Que a tua falta de perplexidade
Que a tua calma profunda
Que no mundo já não abunda?
E páro um pouco no verso sessenta
Pois o meu coração já não aguenta...
(21/2/2005)
POEMA 17
INTRODUÇÃO AO POEMA 18
É este o poema que eu fiz por ti
Aquele em que eu por ti senti
Aquele em que eu tu eras
E no qual as palavras são sinceras
Ou pelo menos é suposto que sejam!
E antes que quaisquer outros o vejam
Dignei-me a aqui deixá-lo
E para ti passá-lo
Pois é para ti apesar de tu o teres feito
Um presente para ti própria em que não aceito
Alguma vez sequer ter participado
Pois o que está escrito naquele bocado
De papel que um dia talvez vejas
Não é mais do que as palavras que desejas
Que lá estejam escritas!
E algumas daquelas palavras são bem profundas e bonitas...
E como calculavas fiz-te a vontade
E o que lá está escrito só tu sabes se é verdade
Por isso se algo correr mal só podes acusar-te
A ti própria! Eu só contribui com tempo e arte!
E também não espero que percebas este poema
Mas isso já me daria mais um tema
E eu faria um novo poema
Que não sou preguiçoso
E gerava-se aqui um ciclo vicioso
Do qual me quero libertar! Não sou um viciado!
Ou pelo menos não era até te ter assegurado
Que escrevia tanta poesia em tempo tão limitado...
Agora faz parte do passado o que foi prometido
Mas não me encontro nada arrependido! =)
Grande lata a minha em fazer um poema e dar-te a responsabilidade
Da sua aparição... Agora era engraçado se de verdade
Tivesses pensado tudo aquilo enquanto falamos
No prodigits... Parece que agora longe estamos...
Não achas o mesmo? Mas em simultâneo
Acho que não se podia encontrar melhor sucedâneo
Que a última abençoada quinta-feira
Em que me senti bem a tarde inteira
Em que me senti mais próximo de alguém
E que voltei a sentir que também
Tenho lugar no mundo! Mais que alguma vez anteriormente
Senti que havia alguém presente
E que dizia algo que fazia sentido...
Hmmm, acho que estás, como tinhas pedido,
A entrar na minha mente...
Este poema é tão diferente...
Desculpa mas ainda não é hoje que a minha mente vai estar exposta :p
Mas se inconscientemente levantou o véu é porque de ti muito gosta...
E nunca te esqueças que as palavras não passam disso, palavras,
As acções é que podem mudar vidas...:
(11/4/2005)
É este o poema que eu fiz por ti
Aquele em que eu por ti senti
Aquele em que eu tu eras
E no qual as palavras são sinceras
Ou pelo menos é suposto que sejam!
E antes que quaisquer outros o vejam
Dignei-me a aqui deixá-lo
E para ti passá-lo
Pois é para ti apesar de tu o teres feito
Um presente para ti própria em que não aceito
Alguma vez sequer ter participado
Pois o que está escrito naquele bocado
De papel que um dia talvez vejas
Não é mais do que as palavras que desejas
Que lá estejam escritas!
E algumas daquelas palavras são bem profundas e bonitas...
E como calculavas fiz-te a vontade
E o que lá está escrito só tu sabes se é verdade
Por isso se algo correr mal só podes acusar-te
A ti própria! Eu só contribui com tempo e arte!
E também não espero que percebas este poema
Mas isso já me daria mais um tema
E eu faria um novo poema
Que não sou preguiçoso
E gerava-se aqui um ciclo vicioso
Do qual me quero libertar! Não sou um viciado!
Ou pelo menos não era até te ter assegurado
Que escrevia tanta poesia em tempo tão limitado...
Agora faz parte do passado o que foi prometido
Mas não me encontro nada arrependido! =)
Grande lata a minha em fazer um poema e dar-te a responsabilidade
Da sua aparição... Agora era engraçado se de verdade
Tivesses pensado tudo aquilo enquanto falamos
No prodigits... Parece que agora longe estamos...
Não achas o mesmo? Mas em simultâneo
Acho que não se podia encontrar melhor sucedâneo
Que a última abençoada quinta-feira
Em que me senti bem a tarde inteira
Em que me senti mais próximo de alguém
E que voltei a sentir que também
Tenho lugar no mundo! Mais que alguma vez anteriormente
Senti que havia alguém presente
E que dizia algo que fazia sentido...
Hmmm, acho que estás, como tinhas pedido,
A entrar na minha mente...
Este poema é tão diferente...
Desculpa mas ainda não é hoje que a minha mente vai estar exposta :p
Mas se inconscientemente levantou o véu é porque de ti muito gosta...
E nunca te esqueças que as palavras não passam disso, palavras,
As acções é que podem mudar vidas...:
(11/4/2005)
os interesses - pt. III
Creio que encerro aqui a terceira parte do livro, onde descrevo os principais interesses da mariana (pelo menos o eram na altura): dormir, tulipas e tudo o que eu fizesse! Sou convencido? Não, realista! E o que é a nossa alma senão aquilo que temos a dar ao Mundo?! Eventualmente também terei feito uma música com daquele poema 15. Creio que não está gravada mas felizmente permanece na minha memória, talvez a volte a gravar um dia destes. Sim, já foi gravada uma vez mas foi uma gravação bem efémera que só duas almas ouviram...
Agora vou entrar numa outra dimensão que é a mente das mulheres... E já so faltam 84!
Agora vou entrar numa outra dimensão que é a mente das mulheres... E já so faltam 84!
POEMA 16
ALMAS
Almas juntas são ricas
Se separadas estão nuas
Diz-me que comigo ficas
E ambas serão tuas...
(28/3/2005)
Almas juntas são ricas
Se separadas estão nuas
Diz-me que comigo ficas
E ambas serão tuas...
(28/3/2005)
POEMA 15
(AH AH AH) HMMM... AH E TAL...
Os passarinhos cantam lá fora
Enquanto tu é quem mais cora
Mas as vergonhas sou eu que passo
Em tudo aquilo que te digo e faço
Sou eu quem canta agora
Por favor não vas já embora
Ouve aquilo que te dedico
Se preferires aqui não fico
Hoje sinto-me bem
Espero que tu também
És tu quem me faz sentir assim
Ri-te à vontade
Só te digo a verdade
Preciso de ti perto de mim...
(24/3/2005)
Os passarinhos cantam lá fora
Enquanto tu é quem mais cora
Mas as vergonhas sou eu que passo
Em tudo aquilo que te digo e faço
Sou eu quem canta agora
Por favor não vas já embora
Ouve aquilo que te dedico
Se preferires aqui não fico
Hoje sinto-me bem
Espero que tu também
És tu quem me faz sentir assim
Ri-te à vontade
Só te digo a verdade
Preciso de ti perto de mim...
(24/3/2005)
segunda-feira, 22 de março de 2010
POEMA 14
LILIÁCEA
Eu provarei a eficácia
Do teu suave perfume,
Da tua perspicácia,
Mesmo que nada arrume
E diga uma falácia
Entrarei no teu lume
Com cor de liliácea
E dor de um só gume,
E espero sair vivo
Pois sou muito esquivo...
Gostava de te ajudar
Mas tenho um problema
Poemas para te dedicar
Sem qualquer nexo ou tema
Prometi-tos, vou-tos dar
Produção é por sistema
Inspiras-me para acreditar
Na vida e seu dilema,
Morrer por um perfume eterno
Ou viver sem flores no inverno...
(27/2/2005)

("tulips" from www.mundodeflores.com)
Eu provarei a eficácia
Do teu suave perfume,
Da tua perspicácia,
Mesmo que nada arrume
E diga uma falácia
Entrarei no teu lume
Com cor de liliácea
E dor de um só gume,
E espero sair vivo
Pois sou muito esquivo...
Gostava de te ajudar
Mas tenho um problema
Poemas para te dedicar
Sem qualquer nexo ou tema
Prometi-tos, vou-tos dar
Produção é por sistema
Inspiras-me para acreditar
Na vida e seu dilema,
Morrer por um perfume eterno
Ou viver sem flores no inverno...
(27/2/2005)

("tulips" from www.mundodeflores.com)
POEMA 13
TULIPAS
É verdade,
És uma flor,
Desconheço a tua idade,
Desconheço a tua cor,
Conheço a saudade,
Conheço o amor.
És a cura para uma doença,
És a justiça duma sentença,
És o dogma de uma crença,
És por quem meu coração pára,
És uma tulipa negra e rara...
São tantas as flores
E de saborosas cores
E de belos sabores
E de tantos odores,
Mas só tu és inconfundível,
Ninguém mais atingiu o teu nível,
Porque és da vida a mais incrível,
Tulipa negra és a perfeição à face da Terra,
Acredita neste humilde coração que nunca erra...
(27/2/2005)

("tulip" from www.fotothing.com/photos/cac)
É verdade,
És uma flor,
Desconheço a tua idade,
Desconheço a tua cor,
Conheço a saudade,
Conheço o amor.
És a cura para uma doença,
És a justiça duma sentença,
És o dogma de uma crença,
És por quem meu coração pára,
És uma tulipa negra e rara...
São tantas as flores
E de saborosas cores
E de belos sabores
E de tantos odores,
Mas só tu és inconfundível,
Ninguém mais atingiu o teu nível,
Porque és da vida a mais incrível,
Tulipa negra és a perfeição à face da Terra,
Acredita neste humilde coração que nunca erra...
(27/2/2005)

("tulip" from www.fotothing.com/photos/cac)
POEMA 12
SONINHO
Acredita...sinto-me tão sozinho,
De cada vez que tens soninho,
De cada vez que eu não tenho...
Apenas permaneço sempre acordado
Porque estou sempre ao teu lado
Porque cá estás quando cá venho...
Mesmo quando o sono me consome
De ti ando sempre cheio de fome
Algum que eu tenha tu me tiras
Quero estar contigo cada momento
E o soninho não será impedimento
Os estados mentais são mentiras
(5/3/2005)
Acredita...sinto-me tão sozinho,
De cada vez que tens soninho,
De cada vez que eu não tenho...
Apenas permaneço sempre acordado
Porque estou sempre ao teu lado
Porque cá estás quando cá venho...
Mesmo quando o sono me consome
De ti ando sempre cheio de fome
Algum que eu tenha tu me tiras
Quero estar contigo cada momento
E o soninho não será impedimento
Os estados mentais são mentiras
(5/3/2005)
a mariana - pt. II
Esta deve ser a segunda parte do livro. Há uma certa caracterização da minha "musa inspiradora". E já só faltam 89...
sexta-feira, 19 de março de 2010
POEMA 11
AS TUAS MÃOS
As tuas mãos são tão bonitas
É pena porque não acreditas
Porque as escondes de mim?
Gosto tanto delas assim...
Quem me dera sentir o toque
Não seria para mim um choque
Mas sim um sonho realizado
Ser por essas mãos acariciado...
Mãos perfeitamente desenhadas
Dimensões bem proporcionadas
Porque não vês o que eu vejo?
Não sentes o que eu desejo?
Sem essas mãos não me chegariam
Letras que não me mudariam
Conforto ternura e tanta paz
De que só tu foste capaz
Não escondas aquilo que és,
Perfeita da cabeça aos pés,
Exibe-te sem tantos medos
Deves tanto aos teus dedos...
Devo tanto aos teus dedos...
(5/3/2005)
As tuas mãos são tão bonitas
É pena porque não acreditas
Porque as escondes de mim?
Gosto tanto delas assim...
Quem me dera sentir o toque
Não seria para mim um choque
Mas sim um sonho realizado
Ser por essas mãos acariciado...
Mãos perfeitamente desenhadas
Dimensões bem proporcionadas
Porque não vês o que eu vejo?
Não sentes o que eu desejo?
Sem essas mãos não me chegariam
Letras que não me mudariam
Conforto ternura e tanta paz
De que só tu foste capaz
Não escondas aquilo que és,
Perfeita da cabeça aos pés,
Exibe-te sem tantos medos
Deves tanto aos teus dedos...
Devo tanto aos teus dedos...
(5/3/2005)
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