É tão estranho este mundo de amores,
Não é? Mas o que é o amor afinal?
Dão-lhe tanta importância e é banal
Já que todos procuram as suas dores!
É tão opaca esta paleta de cores,
Sentimento tão fino e tão carnal,
Humano mas elevado a divinal,
Quente, frio, libertador de humores!
Sempre tão bom enquanto nos perdura
A miséria humana que é a procura
Incessante do desconhecido: amor!
É um sofrer a rir, procurar a dor,
É masoquismo, é sadismo, é desviante!
É inepto: óptimo e traumatizante!
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