Joana, Joana, ...
Como te posso descrever?
Se para o que estou a ver
não encontro as palavras certas,
nem para os sentimentos que despertas...
Começo numa pestana:
os olhos são cativantes!
Pestanejas e são tão brilhantes;
as tuas bochechas rosadas na boca desembocam
os teus lábios pulposos, perfeitos, e que sonhos me provocam...
Como a tua face me ufana
quando nos olhos te miro!,
doces avelãs por que suspiro
quando me agrilhoam, à média luz,
lindas, cristalinas, numa sombra etérea que me seduz...
Mas não há outra gana
comparável ao meu apetite
pela tua expressão de Afrodite
quando, e nem tanto era preciso,
me perco na beleza ímpar do teu sorriso...
E não sabes como me dana
ter as tuas mãos nas minhas
e voltar a ter as minhas sozinhas,
isentas do calor confortável desse toque cálido,
pois sem as tuas mãos experientes sinto-me esquálido...
E de ti, flor, se emana
tal perfume que contagia!
Sou-lhe sensível, qual alergia,
o aspiro e o suspiro que exalo
faz-me ébrio, recolho-me do mundo e me calo...
E ouço essa voz de soberana,
vejo esse teu nariz empinado,
o rosto altivo que é curvado
nesse gesto só teu, inimitável,
que por ser tão teu e enervante torna-se... agradável!
És a doença que me sana!
Orelhas moucas a tal provocação;
és uma metáfora do milagre da criação!
As tuas curvas, tentações, para mim são eternas;
confia no teu corpo e mostra essas tuas belas pernas!
"Amor e uma cabana" -
dizem que é o suficiente;
eu só de te ver fico tão contente!
Só o saber que existes muda a minha existência,
és o maior desafio à minha inabalável persistência.
E sabes, só tu Joana
é que me fazes sonhar acordado,
é que me fazes sorrir e ser ajuizado!
Acreditas em ti, no teu valor e na tua unicidade?
Acreditas em mim, nesta minha paixão, e na minha sinceridade? :)
22-7-2011
[eu é que não acredito! lol]
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Até há dez dias a vida era tão diferente...
Até há dez dias a vida era tão diferente...
Tinha tantas ocupações que me preenchiam!,
Mas eis que num belo Domingo, e assim de repente,
todas essas ocupações em mim se esvaziam
e volta, lentamente, uma perdida expressão
que fora já, outrora, tão presente e constante;
vejo de novo um sorriso de satisfação,
sinto de novo como eras tão importante!
Sinto, e é tão claro, que não me foste irrelevante,
apesar de eu ter tentado não mais em ti pensar...
Como foi possível?, e ainda bem que o consegui,
para de novo um dia o viver e alcançar,
num instante, a felicidade que sempre persegui!
20-7-2011
[Sr. Destino aparece numa tarde de Domingo a dialogar comigo e a prometer acção: cumpriu!]
Tinha tantas ocupações que me preenchiam!,
Mas eis que num belo Domingo, e assim de repente,
todas essas ocupações em mim se esvaziam
e volta, lentamente, uma perdida expressão
que fora já, outrora, tão presente e constante;
vejo de novo um sorriso de satisfação,
sinto de novo como eras tão importante!
Sinto, e é tão claro, que não me foste irrelevante,
apesar de eu ter tentado não mais em ti pensar...
Como foi possível?, e ainda bem que o consegui,
para de novo um dia o viver e alcançar,
num instante, a felicidade que sempre persegui!
20-7-2011
[Sr. Destino aparece numa tarde de Domingo a dialogar comigo e a prometer acção: cumpriu!]
Repouso nesta ébria cama onde me deito
Repouso nesta ébria cama onde me deito,
neste leito, neste denso vale de histórias,
vejo fotografias, ergo memórias,
e sinto, de novo, esse aperto no peito...
O sistema límbico tem um efeito:
cresce ao associar-se à mais fina glória,
deprime quando me invoca alguma escória,
que, enfim, em tempos me deixou desfeito...
Sonho acordado, reflicto no passado,
sinto-me abraçado por um vão conforto
pois preciso de te sentir a meu lado.
Mas então adormeço, sonho e acredito,
e ajo expedito que isto é já desporto,
Acordo e cumpro o meu destino esquisito!
22-7-2011
[Sr. Destino versão morfina]
neste leito, neste denso vale de histórias,
vejo fotografias, ergo memórias,
e sinto, de novo, esse aperto no peito...
O sistema límbico tem um efeito:
cresce ao associar-se à mais fina glória,
deprime quando me invoca alguma escória,
que, enfim, em tempos me deixou desfeito...
Sonho acordado, reflicto no passado,
sinto-me abraçado por um vão conforto
pois preciso de te sentir a meu lado.
Mas então adormeço, sonho e acredito,
e ajo expedito que isto é já desporto,
Acordo e cumpro o meu destino esquisito!
22-7-2011
[Sr. Destino versão morfina]
Destino, que voas neste querubim
Destino, que voas neste querubim,
por que és sempre, de nós, o mais esperto?
Por que é que tanto vivo e nunca acerto
E trazes nas asas o nosso festim?
É que nem assim te livras de mim!,
Nem quando o fim pareceu-nos tão certo!
O Mundo muda, o longe fica perto,
o nunca é as vezes, o não já é sim...
Ah como me confundes e és poderoso!
Não percebo o padrão desse teu gozo,
esse teu logro que só ao mal me une!
Mas porque sempre te quedas impune,
e do azar me levas sempre à alegria,
Aceito a tua novidade a cada dia!
22-07-2011
[ainda bem que isto vai mudando sem sabermos Sr. Destino, de outro modo era muito aborrecido]
por que és sempre, de nós, o mais esperto?
Por que é que tanto vivo e nunca acerto
E trazes nas asas o nosso festim?
É que nem assim te livras de mim!,
Nem quando o fim pareceu-nos tão certo!
O Mundo muda, o longe fica perto,
o nunca é as vezes, o não já é sim...
Ah como me confundes e és poderoso!
Não percebo o padrão desse teu gozo,
esse teu logro que só ao mal me une!
Mas porque sempre te quedas impune,
e do azar me levas sempre à alegria,
Aceito a tua novidade a cada dia!
22-07-2011
[ainda bem que isto vai mudando sem sabermos Sr. Destino, de outro modo era muito aborrecido]
nem me dizes nada...
nem me dizes nada...
assim tenho de afogar as minhas saudades
na pena dos poetas...
e tenho tanto e tanto escrito...
como é possível que uns minutos se tornem horas
quando meses foram uns minutos?
assim vai o ritmo da vida,
ao ritmo do que sinto:
ora acelerada, ora relaxada, ora...
ora bem, ora mal...
ora hora que chegou e não se expande,
hora que invade e não me larga,
a hora em que tu chegaste
e que acabou o meu sossego...
hora maldita!
não era mais feliz
mas era mais sossegado,
não como agora que me pões em sobressalto,
ateias um fogo interior,
consomes-me e o fumo liberta-se,
difuso, no ar. voa...
nas asas de um anjo negro
que grita sem ser ouvido...
rodopia sem rumo,
desfalece e cai.
dá voltas no chão e pára, imóvel!
Olha o céu, sorri e é feliz! :)
22-07-2011
["sempre em frente em direcção ao céu!"]
assim tenho de afogar as minhas saudades
na pena dos poetas...
e tenho tanto e tanto escrito...
como é possível que uns minutos se tornem horas
quando meses foram uns minutos?
assim vai o ritmo da vida,
ao ritmo do que sinto:
ora acelerada, ora relaxada, ora...
ora bem, ora mal...
ora hora que chegou e não se expande,
hora que invade e não me larga,
a hora em que tu chegaste
e que acabou o meu sossego...
hora maldita!
não era mais feliz
mas era mais sossegado,
não como agora que me pões em sobressalto,
ateias um fogo interior,
consomes-me e o fumo liberta-se,
difuso, no ar. voa...
nas asas de um anjo negro
que grita sem ser ouvido...
rodopia sem rumo,
desfalece e cai.
dá voltas no chão e pára, imóvel!
Olha o céu, sorri e é feliz! :)
22-07-2011
["sempre em frente em direcção ao céu!"]
Como sabes, o tempo passa depressa
Como sabes, o tempo passa depressa,
à velocidade a que está destinada
a vida, que tão de súbito alterada
parece que a certa altura recomeça.
Sempre a tempo de cumprir uma promessa,
não esquecida mas demasiado adiada,
a tua descrição verás realizada.
Lembras-te? Bem, eu sim e é o que interessa!
Fosse isto escrito antes, noutra altura
em que tudo era estranhamente belo,
que impacto teria? Seria forçado?
Mas volvido um ano a estranheza perdura?
Não percebo... E é o tempo que interpelo:
- descrição do futuro ou do passado?
16-7-2011
[o tempo passa muito depressa e ainda assim (ou será por isso mesmo?) vamos sempre a tempo de mudar]
à velocidade a que está destinada
a vida, que tão de súbito alterada
parece que a certa altura recomeça.
Sempre a tempo de cumprir uma promessa,
não esquecida mas demasiado adiada,
a tua descrição verás realizada.
Lembras-te? Bem, eu sim e é o que interessa!
Fosse isto escrito antes, noutra altura
em que tudo era estranhamente belo,
que impacto teria? Seria forçado?
Mas volvido um ano a estranheza perdura?
Não percebo... E é o tempo que interpelo:
- descrição do futuro ou do passado?
16-7-2011
[o tempo passa muito depressa e ainda assim (ou será por isso mesmo?) vamos sempre a tempo de mudar]
SOBRE UM DIA...
O telemóvel vibra e diz "não te atrases".
Respondo "a ver se me despacho".
Sei que és olhada por todos os rapazes
mas só tens olhos para mim, então acho,
e despacho-me porque tu detestas
quando sou lento e me acomodo,
e nem resultam as minhas festas,
és obstinada sempre desse modo...
Mas "já saio" e apresso o passo
sempre com o coração acelerado,
ligas-me e roubas-me o espaço
que guardara para ficar preparado.
Consigo fazer tudo em simultâneo
mas a voz não é bem perceptível
e voo e ponho-me na estação instantâneo,
abre-se a porta e estás incrível,
como sempre, aliás, e emudeço
perante o que vejo e o que sinto...
Novamente erras no que te pareço
e nunca acreditas que não te minto;
"que se passa?" "nada" - respondo.
Semi-cerras os olhos desconfiada
e tens razão que algo de ti escondo,
a vontade de ti muito aumentada,
o olhar calmo a destilar desejo,
o observar da tua tez maquilhada,
o avançar confiante para um beijo,
o abraço para sentir-te mais perto,
o corpo alvo da minha intenção
e ter um sorriso único e aberto,
estudar cada tua singular reacção...
"onde vamos?", pergunta de retórica,
como se fosse diferente cada dia,
"não sei" diz a metade metafórica,
"nem eu" diz a metade da ironia,
e vamos sem rumo mas com sentido
e ponho a mão pela tua cintura,
"porta-te bem!" e acedo ao pedido
e logo subo lento mais um pouco,
então desço e o apelo é repetido;
sabes que este jogo deixa-me louco
mas sempre finges estar desatenta
até que subimos o lanço de escadas
e há algo que não mais se aguenta,
situações que se querem descontroladas...
"espera por mim" enquanto a tv ligo
e nem sequer reparo no que está a dar,
há só um objectivo que ora persigo
e que não consigo, se o queira, abrandar:
apresentas-te só de nylon escuro
e representas toda essa fantasia,
não tarda o próximo passo duro,
o pompom de coelhinha que extasia,
próximo, imponente e que descarto;
se é sempre o mesmo procedimento
por que é que dele nunca me farto?!
E aprecio ao máximo cada momento,
toco em tudo o que pode ser tocado,
observo a reacção, as expressões,
o corpo ligeiramente arrepiado,
a vontade inabalável, as sensações;
até em mim estudo este frenesim
e de súbito de mim te apoderas,
cima e baixo e "gostas assim?"
abrindo espaço para a imaginação
e faces de fúria, ternura e até dor
mas de uma inegável satisfação,
eterno se torna este "ai meu amor!"
e o gemido suave que se adensa
profundo, libidinoso e febril
como este calor da nossa pertença,
esta fusão de alegria primaveril
quando o olhar fica mais expressivo
e o teu grito se torna descontrolado,
como só contigo me sinto assim vivo,
como tudo fica etéreo e calado
e uns segundos são várias horas,
agora sorridentes e abraçados,
descansando já sem quaisquer demoras,
em beijos os sentimentos selados,
memórias construídas sem esforço...
Vamos preparar-nos para o teu regresso,
demoro-me ao ajudar o teu dorso
a receber o que sempre te peço;
demoras a retocar-te, exaustiva,
mas ficas de novo tão incrível
como de nariz empinado e altiva
como já antes tão apetecível...
e encaminhamo-nos para a saída,
escadaria interminável e exigente,
confessas-te (como eu aliás) exaurida
mas temos outro desafio pela frente:
corremos, que se tarda, à estação,
fazemos as contas ao último da linha,
"chegaremos a tempo?" é a preocupação
"claro que sim" e pego a tua mão na minha
e mais conscientes temos receio,
a nossa performance é dissimulada,
apesar de não ser pequeno o meio,
a nossa relação não foi oficializada
e vamos já pela escada rolante,
com os olhos sempre bem vigilantes,
vejo alguém mas está muito distante,
não há perigo e abraço-te como antes...
Afinal o autocarro ainda demora
e vou ter de passar mais tempo contigo,
com saudades antecipadas na hora,
então mais te abraço apesar do perigo
e não te apercebes, como lá no fundo,
não é por estar calado que não estou feliz...
Como eu gostava de dizer ao mundo
estou na companhia de que sempre quis!
Até quando temos de andar às escondidas
se é tão belo o que extravasamos,
que almas as nossas pairando perdidas
no campo de que mais desejamos
e que não é isto, não totalmente...
E tens de entrar e de ti me despeço
sozinho andando por entre a gente,
uma distância longa que a ti meço;
acenas, sorris, e fazes a curva,
aceno, sorrio e fico a meditar
na bela alva tarde, na despedida turva...
Ouço o meu bolso frio a tiritar
e a tua voz acompanha-me de novo;
irrita-me que nos túneis nada se entende
e tu só pensas que não te ligo um ovo,
entristeço porque tudo depende
da nossa pecepção de tudo.
E a casa estás quase a chegar,
estou triste mas sinto-me sortudo
apenas por teres em mim lugar!
Podes ter a certeza que te minto:
nunca disse o quanto me importas!
Infelizmente sei bem o que sinto
e senti, enfim, que de mim gostas...
Apesar do belo quadro que pinto
estão sempre voltadas as nossas costas
e dizem que o amor sempre vence
mas disso quem é que me convence?
Que o amor, de facto, sempre vence...
12-7-11
[ainda está para chegar quem consiga]
Respondo "a ver se me despacho".
Sei que és olhada por todos os rapazes
mas só tens olhos para mim, então acho,
e despacho-me porque tu detestas
quando sou lento e me acomodo,
e nem resultam as minhas festas,
és obstinada sempre desse modo...
Mas "já saio" e apresso o passo
sempre com o coração acelerado,
ligas-me e roubas-me o espaço
que guardara para ficar preparado.
Consigo fazer tudo em simultâneo
mas a voz não é bem perceptível
e voo e ponho-me na estação instantâneo,
abre-se a porta e estás incrível,
como sempre, aliás, e emudeço
perante o que vejo e o que sinto...
Novamente erras no que te pareço
e nunca acreditas que não te minto;
"que se passa?" "nada" - respondo.
Semi-cerras os olhos desconfiada
e tens razão que algo de ti escondo,
a vontade de ti muito aumentada,
o olhar calmo a destilar desejo,
o observar da tua tez maquilhada,
o avançar confiante para um beijo,
o abraço para sentir-te mais perto,
o corpo alvo da minha intenção
e ter um sorriso único e aberto,
estudar cada tua singular reacção...
"onde vamos?", pergunta de retórica,
como se fosse diferente cada dia,
"não sei" diz a metade metafórica,
"nem eu" diz a metade da ironia,
e vamos sem rumo mas com sentido
e ponho a mão pela tua cintura,
"porta-te bem!" e acedo ao pedido
e logo subo lento mais um pouco,
então desço e o apelo é repetido;
sabes que este jogo deixa-me louco
mas sempre finges estar desatenta
até que subimos o lanço de escadas
e há algo que não mais se aguenta,
situações que se querem descontroladas...
"espera por mim" enquanto a tv ligo
e nem sequer reparo no que está a dar,
há só um objectivo que ora persigo
e que não consigo, se o queira, abrandar:
apresentas-te só de nylon escuro
e representas toda essa fantasia,
não tarda o próximo passo duro,
o pompom de coelhinha que extasia,
próximo, imponente e que descarto;
se é sempre o mesmo procedimento
por que é que dele nunca me farto?!
E aprecio ao máximo cada momento,
toco em tudo o que pode ser tocado,
observo a reacção, as expressões,
o corpo ligeiramente arrepiado,
a vontade inabalável, as sensações;
até em mim estudo este frenesim
e de súbito de mim te apoderas,
cima e baixo e "gostas assim?"
abrindo espaço para a imaginação
e faces de fúria, ternura e até dor
mas de uma inegável satisfação,
eterno se torna este "ai meu amor!"
e o gemido suave que se adensa
profundo, libidinoso e febril
como este calor da nossa pertença,
esta fusão de alegria primaveril
quando o olhar fica mais expressivo
e o teu grito se torna descontrolado,
como só contigo me sinto assim vivo,
como tudo fica etéreo e calado
e uns segundos são várias horas,
agora sorridentes e abraçados,
descansando já sem quaisquer demoras,
em beijos os sentimentos selados,
memórias construídas sem esforço...
Vamos preparar-nos para o teu regresso,
demoro-me ao ajudar o teu dorso
a receber o que sempre te peço;
demoras a retocar-te, exaustiva,
mas ficas de novo tão incrível
como de nariz empinado e altiva
como já antes tão apetecível...
e encaminhamo-nos para a saída,
escadaria interminável e exigente,
confessas-te (como eu aliás) exaurida
mas temos outro desafio pela frente:
corremos, que se tarda, à estação,
fazemos as contas ao último da linha,
"chegaremos a tempo?" é a preocupação
"claro que sim" e pego a tua mão na minha
e mais conscientes temos receio,
a nossa performance é dissimulada,
apesar de não ser pequeno o meio,
a nossa relação não foi oficializada
e vamos já pela escada rolante,
com os olhos sempre bem vigilantes,
vejo alguém mas está muito distante,
não há perigo e abraço-te como antes...
Afinal o autocarro ainda demora
e vou ter de passar mais tempo contigo,
com saudades antecipadas na hora,
então mais te abraço apesar do perigo
e não te apercebes, como lá no fundo,
não é por estar calado que não estou feliz...
Como eu gostava de dizer ao mundo
estou na companhia de que sempre quis!
Até quando temos de andar às escondidas
se é tão belo o que extravasamos,
que almas as nossas pairando perdidas
no campo de que mais desejamos
e que não é isto, não totalmente...
E tens de entrar e de ti me despeço
sozinho andando por entre a gente,
uma distância longa que a ti meço;
acenas, sorris, e fazes a curva,
aceno, sorrio e fico a meditar
na bela alva tarde, na despedida turva...
Ouço o meu bolso frio a tiritar
e a tua voz acompanha-me de novo;
irrita-me que nos túneis nada se entende
e tu só pensas que não te ligo um ovo,
entristeço porque tudo depende
da nossa pecepção de tudo.
E a casa estás quase a chegar,
estou triste mas sinto-me sortudo
apenas por teres em mim lugar!
Podes ter a certeza que te minto:
nunca disse o quanto me importas!
Infelizmente sei bem o que sinto
e senti, enfim, que de mim gostas...
Apesar do belo quadro que pinto
estão sempre voltadas as nossas costas
e dizem que o amor sempre vence
mas disso quem é que me convence?
Que o amor, de facto, sempre vence...
12-7-11
[ainda está para chegar quem consiga]
Vida, que dá tantas voltas sobre si
Vida, que dá tantas voltas sobre si
e se constrói assim toda uma história;
hoje acordei duma cama giratória
diferente do que sempre pareci...
Exorcizei medos de que padeci
e então senti o sabor da vitória;
esqueci o que tinha na memória,
fui simplesmente eu, diverti-me e cresci!
Inalei fragrâncias que recusei
quando tentei, em vão, uma relação,
mais uma, falhada, e sei que abusei!
Mas, sabes, deu-me uma tal satisfação!;
ao tentar, a medo, abraçar o passado
senti-me, finalmente, bem, realizado!
10-07-2011
[esta da cama giratória é desconcertante... xD]
e se constrói assim toda uma história;
hoje acordei duma cama giratória
diferente do que sempre pareci...
Exorcizei medos de que padeci
e então senti o sabor da vitória;
esqueci o que tinha na memória,
fui simplesmente eu, diverti-me e cresci!
Inalei fragrâncias que recusei
quando tentei, em vão, uma relação,
mais uma, falhada, e sei que abusei!
Mas, sabes, deu-me uma tal satisfação!;
ao tentar, a medo, abraçar o passado
senti-me, finalmente, bem, realizado!
10-07-2011
[esta da cama giratória é desconcertante... xD]
Sinto-me bem!
Sinto-me bem!
E por que não haveria de assim me sentir?
Sinto-me bem simplesmente por existir!
Sentir-te-ás também!
E nesta nossa tardia e mútua compreensão
Senti pelas memórias uma diferente atenção!
Senti que... têm lugar!
Mas têm que mudar e têm que me largar!
E sinto-me livre e com vontade de tudo!
Agora vos percebo quando me acham sortudo!
...
10-7-2011
[tenho uma sorte... ehehe]
E por que não haveria de assim me sentir?
Sinto-me bem simplesmente por existir!
Sentir-te-ás também!
E nesta nossa tardia e mútua compreensão
Senti pelas memórias uma diferente atenção!
Senti que... têm lugar!
Mas têm que mudar e têm que me largar!
E sinto-me livre e com vontade de tudo!
Agora vos percebo quando me acham sortudo!
...
10-7-2011
[tenho uma sorte... ehehe]
Tenho uma amiga que me confunde...
Tenho uma amiga que me confunde...
Tem um sorriso que se difunde
Pelo ar, suave, com tanta graça...!
Mas aquela mente... O que se passa?!
Bem tento saber mas não mo diz,
Como gostaria de ver aquele rosto feliz...
Tenho persistência quase infinita,
Terei sempre para a ver tão bonita,
Independentemente da cor que veste.
Engraçado que me consideres peste
Quando só quero curar a sua doença,
Sanar essa mente à dor propensa...
Não desisto facilmente de alguém como tu!
07-05-2011
[persistência: qualidade ou defeito?]
Tem um sorriso que se difunde
Pelo ar, suave, com tanta graça...!
Mas aquela mente... O que se passa?!
Bem tento saber mas não mo diz,
Como gostaria de ver aquele rosto feliz...
Tenho persistência quase infinita,
Terei sempre para a ver tão bonita,
Independentemente da cor que veste.
Engraçado que me consideres peste
Quando só quero curar a sua doença,
Sanar essa mente à dor propensa...
Não desisto facilmente de alguém como tu!
07-05-2011
[persistência: qualidade ou defeito?]
As ondas param perante a tua figura
As ondas param perante a tua figura,
O mar acalma, em sinal de respeito,
o vento abranda, devolve-te ao peito
O cabelo que brandia com tanta doçura!
O mel que te sorve a tez de frescura
Lisa, imaculada, confiante, é jeito
Que se esconde no sorriso escorreito,
Eleva-se enquanto o por-do-sol dura.
Ri-te para mim, não de mim, sorri e fala
Pois que é tão complicado quando se cala
O som da Natureza e nos deixa tão confusos...
Saudade, inveja, são sentimentos lusos,
Invejo o teu poder e sinto saudade
Do que vejo sem alcançar, a nossa verdade.
27-04-2011
[este só eu sei...]
O mar acalma, em sinal de respeito,
o vento abranda, devolve-te ao peito
O cabelo que brandia com tanta doçura!
O mel que te sorve a tez de frescura
Lisa, imaculada, confiante, é jeito
Que se esconde no sorriso escorreito,
Eleva-se enquanto o por-do-sol dura.
Ri-te para mim, não de mim, sorri e fala
Pois que é tão complicado quando se cala
O som da Natureza e nos deixa tão confusos...
Saudade, inveja, são sentimentos lusos,
Invejo o teu poder e sinto saudade
Do que vejo sem alcançar, a nossa verdade.
27-04-2011
[este só eu sei...]
Tu és tão fofinha que és quase um peluche
Tu és tão fofinha que és quase um peluche;
és como a minha esponja quando vou tomar duche!
És lençol de veludo quando estou na cama;
és tão querida, és alguém que facilmente se ama!
Tu és tão doce que me sobredosas o sangue;
tanta é a adição, como queres que me zangue?
És água de côco que a minha sede sacia,
és tão bebível que o meu humor se extravia!
Tu és tão linda que o meu mirar é constante;
para quê olhar o resto tão contrastante?
Tu és tão inconstante que te tornas linda,
a compreensão mútua é um longo caminho ainda!
Tu és tão única que nem sempre te percebo,
és mais especial do que é possível e concebo!
Tu és tão, sei lá, tão melhor para diferente;
no fim de contas só me deixas... Muito contente!
26-09-2010
[tinha dias...]
és como a minha esponja quando vou tomar duche!
És lençol de veludo quando estou na cama;
és tão querida, és alguém que facilmente se ama!
Tu és tão doce que me sobredosas o sangue;
tanta é a adição, como queres que me zangue?
És água de côco que a minha sede sacia,
és tão bebível que o meu humor se extravia!
Tu és tão linda que o meu mirar é constante;
para quê olhar o resto tão contrastante?
Tu és tão inconstante que te tornas linda,
a compreensão mútua é um longo caminho ainda!
Tu és tão única que nem sempre te percebo,
és mais especial do que é possível e concebo!
Tu és tão, sei lá, tão melhor para diferente;
no fim de contas só me deixas... Muito contente!
26-09-2010
[tinha dias...]
Olho-te nos olhos e não queres essa atenção
Olho-te nos olhos e não queres essa atenção;
quando comes não gostas dessa pressão
de teres alguém a vigiar-te os movimentos,
mas gosto de apreciar todos os momentos,
ângulos e dimensões da tua presença
mesmo que a situação fique tensa:
"Não olhes para mim!", dizes endiabrada,
enquanto por mim estás a ser observada!
Tacteio seguro toda a tua área corporal
ciente de que vou causar um temporal;
chove em mim que choves sobre o molhado
quando toco no teu diabo incorporado:
"Não toques em mim!", dizes já possuída,
quando te sentes por mim perseguida!
Reafirmo a minha adição por tal entidade;
não posso acreditar que seja verdade:
"Não gosto de ti!", dizes assaz esgotada,
após teres sido por mim exorcizada!
28-09-2010
[diabo no corpo... grrrrrrrrrrrr...]
quando comes não gostas dessa pressão
de teres alguém a vigiar-te os movimentos,
mas gosto de apreciar todos os momentos,
ângulos e dimensões da tua presença
mesmo que a situação fique tensa:
"Não olhes para mim!", dizes endiabrada,
enquanto por mim estás a ser observada!
Tacteio seguro toda a tua área corporal
ciente de que vou causar um temporal;
chove em mim que choves sobre o molhado
quando toco no teu diabo incorporado:
"Não toques em mim!", dizes já possuída,
quando te sentes por mim perseguida!
Reafirmo a minha adição por tal entidade;
não posso acreditar que seja verdade:
"Não gosto de ti!", dizes assaz esgotada,
após teres sido por mim exorcizada!
28-09-2010
[diabo no corpo... grrrrrrrrrrrr...]
Disseste, um dia, que eu era uma ironia
Disseste, um dia, que eu era uma ironia,
e de metáfora te auto-proclamaste:
quando metaforizei tu reclamaste;
ironizaste e eu não me apercebia.
Chorou a noite e alegre se fez dia,
ao encontro das palavras que exclamaste:
enganaste-te quando nos baptizaste,
feitos naquilo que nenhum de nós queria.
E agora, olha, como tu me detestas!
Vejo-te como corola acetinada,
cor de amora silvestre, alva tal como neve!
E como me repeles as doces festas,
vida de ironia metaforizada,
ignoro o teu estilo largo e breve!
10-09-2010
[I M]
e de metáfora te auto-proclamaste:
quando metaforizei tu reclamaste;
ironizaste e eu não me apercebia.
Chorou a noite e alegre se fez dia,
ao encontro das palavras que exclamaste:
enganaste-te quando nos baptizaste,
feitos naquilo que nenhum de nós queria.
E agora, olha, como tu me detestas!
Vejo-te como corola acetinada,
cor de amora silvestre, alva tal como neve!
E como me repeles as doces festas,
vida de ironia metaforizada,
ignoro o teu estilo largo e breve!
10-09-2010
[I M]
Há noites em que ficamos acordados
Há noites em que ficamos acordados
a fazer maluqueiras e é tão bom!
Mas também há dias em que outro tom
nos revela que estamos chateados...
Há dias em que estamos afastados
e só nos resta ouvir o nosso som,
há noites em que revelas o teu dom
de cuidares de ficarmos abraçados!
E se duvidar faz parte de nós,
quando, pertinho, baixamos a voz
ouvimos aquilo que mais nos agrada!
E por mais tensa que seja a situação
sabemos que os males do coração
são a nossa paixão desenfreada!
09-09-2010
[...]
a fazer maluqueiras e é tão bom!
Mas também há dias em que outro tom
nos revela que estamos chateados...
Há dias em que estamos afastados
e só nos resta ouvir o nosso som,
há noites em que revelas o teu dom
de cuidares de ficarmos abraçados!
E se duvidar faz parte de nós,
quando, pertinho, baixamos a voz
ouvimos aquilo que mais nos agrada!
E por mais tensa que seja a situação
sabemos que os males do coração
são a nossa paixão desenfreada!
09-09-2010
[...]
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Como são longas as noites de Verão
Como são longas as noites de Verão
Quando te vejo partir ao fim do dia;
Fossem outras circunstâncias e seria
Menos penoso cada vão serão...
Penso "Até onde as memórias irão
Nesta volátil, peço, melancolia
Vestida de veludo e heresia?"
E concluo que pior não me farão...
Pudesses tu perceber (mas compreendo)
Que tudo o que vai, enfim, acontecendo
É para uma maior, mais fina, missão!
As dúvidas e ciúmes que vou vendo
Justificar-se-ão pelo que vai sendo
Uma saga de poder e ambição!
29-08-2010
[injustificáveis e injustos]
Quando te vejo partir ao fim do dia;
Fossem outras circunstâncias e seria
Menos penoso cada vão serão...
Penso "Até onde as memórias irão
Nesta volátil, peço, melancolia
Vestida de veludo e heresia?"
E concluo que pior não me farão...
Pudesses tu perceber (mas compreendo)
Que tudo o que vai, enfim, acontecendo
É para uma maior, mais fina, missão!
As dúvidas e ciúmes que vou vendo
Justificar-se-ão pelo que vai sendo
Uma saga de poder e ambição!
29-08-2010
[injustificáveis e injustos]
Blooming orchids
The sun goes down every day
As their beauty fades away
The sun is born every day
As their beauty shines away
I'm blooming orchids!
03-08-2010
[As orquídeas são lindas!]
As their beauty fades away
The sun is born every day
As their beauty shines away
I'm blooming orchids!
03-08-2010
[As orquídeas são lindas!]
Ai se soubesses como tenho pena
Ai se soubesses como tenho pena
De não ter pegado na pena até ora!
Ai como eu não sinto, tal como outrora,
A solidão que me foi tão pouco amena!
A vontade persiste, e não pequena,
É ultrapassada pela vã demora,
Pois que é inevitável a bela hora,
Agora!, em que a minha pena te acena!
O tempo tira tempo ao tempo, enfim...
A dualidade conflitua em mim:
Omnipensamento e não omnipresença?!
Mas eis que surge a palavra de carinho:
- Obrigado! Ser feliz e não sozinho
É deixar que o nosso sentimento vença!
03-08-2010
[um "obrigado", o que se diz ou o que não se diz, mas principalmente quando se o diz, diz muito...]
De não ter pegado na pena até ora!
Ai como eu não sinto, tal como outrora,
A solidão que me foi tão pouco amena!
A vontade persiste, e não pequena,
É ultrapassada pela vã demora,
Pois que é inevitável a bela hora,
Agora!, em que a minha pena te acena!
O tempo tira tempo ao tempo, enfim...
A dualidade conflitua em mim:
Omnipensamento e não omnipresença?!
Mas eis que surge a palavra de carinho:
- Obrigado! Ser feliz e não sozinho
É deixar que o nosso sentimento vença!
03-08-2010
[um "obrigado", o que se diz ou o que não se diz, mas principalmente quando se o diz, diz muito...]
Amor não me sais da imaginação
Amor, não me sais da imaginação!
Sonho contigo, de dia!
Perco-me nas memórias recentes
que ocupam antigas simplesmente porque são melhores!
Tento entender o que se passa comigo
mas desisto perante a impossibilidade
de conceber tal sentimento antes de te conhecer!
Acalmas-me simplesmente com o teu sorriso!
Dás-me paz simplesmente com o teu toque!
Queria fazer-te um poema, e rimar,
mas sinto-me livre demais contigo
para me prender à terminação dos versos!
Contigo nada termina,
apenas começa e se prolonga no tempo,
e espero que nunca acabe!
Então decidi fazer-te estas frases
para saberes que me inspiras,
que me fazes bem e que posso não o saber transmitir
da melhor maneira...
Mas tento!
E será que consigo?
Sei lá...
Nem me interessa!
Só me interessa ver o teu sorriso outra vez!
E outra! E outra! E sempre! :)
Só me interessa o teu toque,
e a leveza que me dá!
Voo contigo, sem sair do lugar!
Voa também, comigo! :)
29-6-2010
[Esquecer é tão importante como recordar; aterrar é tão importante como voar!]
Sonho contigo, de dia!
Perco-me nas memórias recentes
que ocupam antigas simplesmente porque são melhores!
Tento entender o que se passa comigo
mas desisto perante a impossibilidade
de conceber tal sentimento antes de te conhecer!
Acalmas-me simplesmente com o teu sorriso!
Dás-me paz simplesmente com o teu toque!
Queria fazer-te um poema, e rimar,
mas sinto-me livre demais contigo
para me prender à terminação dos versos!
Contigo nada termina,
apenas começa e se prolonga no tempo,
e espero que nunca acabe!
Então decidi fazer-te estas frases
para saberes que me inspiras,
que me fazes bem e que posso não o saber transmitir
da melhor maneira...
Mas tento!
E será que consigo?
Sei lá...
Nem me interessa!
Só me interessa ver o teu sorriso outra vez!
E outra! E outra! E sempre! :)
Só me interessa o teu toque,
e a leveza que me dá!
Voo contigo, sem sair do lugar!
Voa também, comigo! :)
29-6-2010
[Esquecer é tão importante como recordar; aterrar é tão importante como voar!]
Deixa-te disso!
Por que é que tu me dizes para te esquecer?
Se é só contigo que eu feliz consigo ser!
Se és insegura seguro-te com o meu abraço,
Se não gostas de mim eu dou-te o teu espaço!
Mas eu sei que não é isto que queres!
Por que te comparas com outras mulheres?
Eu bem sei que a vida é complicada,
Melhor ainda sei que só te quero e mais nada!
E tu sabes que me queres também!
Por que é que tu não hás-de ser o melhor para mim?
Se é só contigo que me sinto tão bem assim!
Se és ciumenta então só pode haver um motivo
Queres-me só para ti e é por ti que eu vivo!
E tenho a certeza que é isto que queres!
Por que te comparas com outras mulheres?
Ambos sabemos que não há nada perfeito
E tudo vai melhorar com o que temos feito:
O longo caminho em que nos sentimos bem!
Confia em mim, tudo temos para vencer
Confia em ti, não te posso esquecer!
Acredita que um dia tudo terá valido a pena
Porque a nossa alma é tão pouco pequena!
13-06-2010
[eu é que já me deixei disto! ehehe]
Se é só contigo que eu feliz consigo ser!
Se és insegura seguro-te com o meu abraço,
Se não gostas de mim eu dou-te o teu espaço!
Mas eu sei que não é isto que queres!
Por que te comparas com outras mulheres?
Eu bem sei que a vida é complicada,
Melhor ainda sei que só te quero e mais nada!
E tu sabes que me queres também!
Por que é que tu não hás-de ser o melhor para mim?
Se é só contigo que me sinto tão bem assim!
Se és ciumenta então só pode haver um motivo
Queres-me só para ti e é por ti que eu vivo!
E tenho a certeza que é isto que queres!
Por que te comparas com outras mulheres?
Ambos sabemos que não há nada perfeito
E tudo vai melhorar com o que temos feito:
O longo caminho em que nos sentimos bem!
Confia em mim, tudo temos para vencer
Confia em ti, não te posso esquecer!
Acredita que um dia tudo terá valido a pena
Porque a nossa alma é tão pouco pequena!
13-06-2010
[eu é que já me deixei disto! ehehe]
Delírio
Os artistas usam mentiras para dizer verdades!
É verdade pois se fosse mentira... era verdade?!
Ai ai, são do tamanho do mundo as minhas saudades!
É mais imensa do que o mar a minha, até a ver, ansiedade!
E deliro, deliro, deliro... e deliro... mais deliro
E só quando o digo é que sei mesmo ao que me refiro!
A tua... hmmm... unicidade!
A tua... hmmm... vontade!
A tua... hmmm... veracidade!
A tua... hmmm... irresistibilidade!
E dou comigo a pensar
Em alguém que me faz feliz!
Alguém que gosta de me cansar,
Alguém que sabe tão bem o que diz
Ao passo que me dizem coisas que nunca mais recordo!
Sonho, de dia, e de noite sonho logo que acordo
Quando, enfim, acordo contigo!
Meu deus, eu não era assim, que perigo!
Aéreo, distraído... Sonhador, viajante!
Parado e quieto a voar num mundo distante!
É...
Sonhadora!
É...
Como dizer?... Difícil de definir! E apenas observo, não defino...
É...
Observadora!
È... como eu! Nisso é como eu sou!
É... Fantástica!
É... Tudo o que não sou!
É... Tudo!
És tu!
;)
08-06-2010
[este ciclo de poemas é uma boa prova de que por vezes deliro, de facto...]
É verdade pois se fosse mentira... era verdade?!
Ai ai, são do tamanho do mundo as minhas saudades!
É mais imensa do que o mar a minha, até a ver, ansiedade!
E deliro, deliro, deliro... e deliro... mais deliro
E só quando o digo é que sei mesmo ao que me refiro!
A tua... hmmm... unicidade!
A tua... hmmm... vontade!
A tua... hmmm... veracidade!
A tua... hmmm... irresistibilidade!
E dou comigo a pensar
Em alguém que me faz feliz!
Alguém que gosta de me cansar,
Alguém que sabe tão bem o que diz
Ao passo que me dizem coisas que nunca mais recordo!
Sonho, de dia, e de noite sonho logo que acordo
Quando, enfim, acordo contigo!
Meu deus, eu não era assim, que perigo!
Aéreo, distraído... Sonhador, viajante!
Parado e quieto a voar num mundo distante!
É...
Sonhadora!
É...
Como dizer?... Difícil de definir! E apenas observo, não defino...
É...
Observadora!
È... como eu! Nisso é como eu sou!
É... Fantástica!
É... Tudo o que não sou!
É... Tudo!
És tu!
;)
08-06-2010
[este ciclo de poemas é uma boa prova de que por vezes deliro, de facto...]
:p
A tua boca esconde um belo segredo!
Olho para ela quando está fechada,
Pois também gosto de te ver calada,
Sempre à espera do teu sussuro ledo!
Há, com certeza, um justificado medo:
Se me morderes a ferida fica infectada,
A doença espalha-se em mim, apressada;
Pára! Não mais quero morrer tão cedo!
Mas não me matas com a tua língua!
Ou matas?! Talvez já esteja infectado,
E sejam sintomas da minha míngua!
Quero-a! A excepção tem-me afectado:
Adoro quando pões a língua de fora
Excepto quando, enfim, te vais embora...
01-06-2010
[1 de Junho, dia das crianças! xD]
Olho para ela quando está fechada,
Pois também gosto de te ver calada,
Sempre à espera do teu sussuro ledo!
Há, com certeza, um justificado medo:
Se me morderes a ferida fica infectada,
A doença espalha-se em mim, apressada;
Pára! Não mais quero morrer tão cedo!
Mas não me matas com a tua língua!
Ou matas?! Talvez já esteja infectado,
E sejam sintomas da minha míngua!
Quero-a! A excepção tem-me afectado:
Adoro quando pões a língua de fora
Excepto quando, enfim, te vais embora...
01-06-2010
[1 de Junho, dia das crianças! xD]
Acredita em ti!
Acredita em ti!
E acredita em mim!
Acredita no que acabei de te dizer!
Nunca antes a senti,
A felicidade, e tem de ser assim!
Descobri contigo uma nova forma de prazer!
Acredita que consegues!
E consegues, acredita!
Assim que te vi achei-te tão bonita,
Sei que sabes, não espero que o negues,
E agora sei que isso não mais me interessa!
Consegui aprender a inutilidade da pressa
E fui descobrindo o teu outro lado, com calma!
O melhor de ti és tu mesmo, o teu interior, a alma!
Fascinas-me! E sinto tudo surgir naturalmente!
A alegria, a vontade, a imaginação sempre presente!
Tudo em ti te torna tão subtilmente elegante!
Não admira que para mim sejas absolutamente cativante!
Agora que vi uma meta é neste caminho que sigo,
Quero caminhar ao teu lado pois sinto-me bem contigo!
Nunca antes consegui atingir, com alguém, tal sentimento!
Talvez tenha andado sempre enganado num falso contentamento,
Talvez tenha adormecido há vários anos na esperança de voltar
A ter, com alguém, a paz de espírito, a calma, o bem-estar!
Acredita em ti pois eu acredito!
Acredita em mim e no que te tenho dito!
Sabes que sei mentir e será difícil de te convencer
Que mesmo sendo assim, e mesmo que possa não te parecer,
És muito importante para mim e vais continuar a ser!
Gosto quando damos a mãos e me ensinas como se dança,
Já mo disseste e digo-te também que me transmites segurança,
Penso em ti todo o dia e sinto-me bem contigo na memória!
Foi tudo tão de repente, quando penso na nossa história,
E há tantos capítulos que espero escrever, assim me ajudes!
Gosto da tua preocupação, preciso dela, e que de mim cuides!
Cuido de ti também, cuido de saber que te sentes feliz
Pois se é assim que me deixas, e é isto que sempre quis,
É isto que espero que queiras pois também ou mais o mereces!
É incrível como me sinto e como tão bem me conheces!
Pareces conseguir entrar, quando queres, na minha mente!
Mesmo quando estamos longe consigo sentir-te tão presente!
Espero cada mensagem tua como esperei pela primeira,
Com uma ansiedade saudável e uma curiosidade verdadeira
Pois és das poucas pessoas que me conseguem surpreender!
Posso saber tanto, ou pensar que sim, e tenho tanto a aprender
Contigo que tens sempre opinião sobre o que me ocupa,
O que me preenche, desagrada, me agrada e te preocupa!
Não penses que não me importo com a tua opinião,
Talvez não esteja ainda habituado a tanta preocupação
Quando nunca antes se preocuparam comigo, nunca tanto!
Não caias na tentação de esmorecer perante o meu espanto,
Só nunca acreditei que pudesse haver alguém tão adorável!
Acredita tu em ti, como eu acredito, porque és... inacreditável!
Tantas palvras escrevi e nunca acho que seja suficiente
Porque por mais que tente tu és em tudo tão diferente
De todas as pessoas que já tive o prazer de conhecer!
És a minha companhia que me faz amanhecer,
És a minha companhia que não me faz adormecer,
És a pessoa que me faz suspirar! Acreditar! Viver!
És quem me faz sorrir só por te ouvir, ler ou ver!
És... tu!
01-06-2010
[Acredito em mim por agora e é o melhor que há porque se não gostarmos de nós quem gostará?!]
E acredita em mim!
Acredita no que acabei de te dizer!
Nunca antes a senti,
A felicidade, e tem de ser assim!
Descobri contigo uma nova forma de prazer!
Acredita que consegues!
E consegues, acredita!
Assim que te vi achei-te tão bonita,
Sei que sabes, não espero que o negues,
E agora sei que isso não mais me interessa!
Consegui aprender a inutilidade da pressa
E fui descobrindo o teu outro lado, com calma!
O melhor de ti és tu mesmo, o teu interior, a alma!
Fascinas-me! E sinto tudo surgir naturalmente!
A alegria, a vontade, a imaginação sempre presente!
Tudo em ti te torna tão subtilmente elegante!
Não admira que para mim sejas absolutamente cativante!
Agora que vi uma meta é neste caminho que sigo,
Quero caminhar ao teu lado pois sinto-me bem contigo!
Nunca antes consegui atingir, com alguém, tal sentimento!
Talvez tenha andado sempre enganado num falso contentamento,
Talvez tenha adormecido há vários anos na esperança de voltar
A ter, com alguém, a paz de espírito, a calma, o bem-estar!
Acredita em ti pois eu acredito!
Acredita em mim e no que te tenho dito!
Sabes que sei mentir e será difícil de te convencer
Que mesmo sendo assim, e mesmo que possa não te parecer,
És muito importante para mim e vais continuar a ser!
Gosto quando damos a mãos e me ensinas como se dança,
Já mo disseste e digo-te também que me transmites segurança,
Penso em ti todo o dia e sinto-me bem contigo na memória!
Foi tudo tão de repente, quando penso na nossa história,
E há tantos capítulos que espero escrever, assim me ajudes!
Gosto da tua preocupação, preciso dela, e que de mim cuides!
Cuido de ti também, cuido de saber que te sentes feliz
Pois se é assim que me deixas, e é isto que sempre quis,
É isto que espero que queiras pois também ou mais o mereces!
É incrível como me sinto e como tão bem me conheces!
Pareces conseguir entrar, quando queres, na minha mente!
Mesmo quando estamos longe consigo sentir-te tão presente!
Espero cada mensagem tua como esperei pela primeira,
Com uma ansiedade saudável e uma curiosidade verdadeira
Pois és das poucas pessoas que me conseguem surpreender!
Posso saber tanto, ou pensar que sim, e tenho tanto a aprender
Contigo que tens sempre opinião sobre o que me ocupa,
O que me preenche, desagrada, me agrada e te preocupa!
Não penses que não me importo com a tua opinião,
Talvez não esteja ainda habituado a tanta preocupação
Quando nunca antes se preocuparam comigo, nunca tanto!
Não caias na tentação de esmorecer perante o meu espanto,
Só nunca acreditei que pudesse haver alguém tão adorável!
Acredita tu em ti, como eu acredito, porque és... inacreditável!
Tantas palvras escrevi e nunca acho que seja suficiente
Porque por mais que tente tu és em tudo tão diferente
De todas as pessoas que já tive o prazer de conhecer!
És a minha companhia que me faz amanhecer,
És a minha companhia que não me faz adormecer,
És a pessoa que me faz suspirar! Acreditar! Viver!
És quem me faz sorrir só por te ouvir, ler ou ver!
És... tu!
01-06-2010
[Acredito em mim por agora e é o melhor que há porque se não gostarmos de nós quem gostará?!]
MUNDO À PARTE
Nós estávamos mundo à parte numa qualquer parte do mundo,
Tão bem juntos que nem recordámos que já batemos no fundo!
As memórias reconstroem-se à medida que a vida avança:
O que foi não é agora, o mundo é composto de mudança!
Nós estávamos tão calmos que o outro mundo tinha parado,
Tivessem vindo tempestades não nos teriam separado!
Foi tudo tão bom que não há palavras sequer que o transmitam;
Talvez seja isto a felicidade, para os que nela acreditam!
Tu fizeste-me acreditar num lugar que pensei estar perdido!
Nunca pensei sentir-me assim, há sempre melhor a ser vivido!
A esperança torna-se certeza e só há algo que te peço:
Se gostaste tanto como eu tratemos do nosso regresso!
Nesse nosso mundo à parte
Vou abraçar-te
E ser feliz!
Nesse nosso mundo à parte
Vou desejar-te
E ter o que sempre quis!
Nesse nosso mundo à parte
Cada obra de arte
É feita por nós!
Nesse nosso mundo à parte
Entre Vénus e Marte
Temos boca mas não voz!
Nesse mundo tão diferente
Basta lermos a nossa mente
Para sabermos a vontade!
Nesse mundo tão diferente
Cada um de nós sente,
Até nos termos, ansiedade!
Nesse mundo que nos pertence
É a nossa vontade que vence!,
O tempo passa de outra maneira...
Nesse mundo que nos pertence
É a felicidade que vence!,
É ter-te sempre à minha beira...
31-05-2010
[continuo a gostar muito deste, mesmo que entretanto tenha regressado ao Mundo de todos os dias, digamos assim...]
Tão bem juntos que nem recordámos que já batemos no fundo!
As memórias reconstroem-se à medida que a vida avança:
O que foi não é agora, o mundo é composto de mudança!
Nós estávamos tão calmos que o outro mundo tinha parado,
Tivessem vindo tempestades não nos teriam separado!
Foi tudo tão bom que não há palavras sequer que o transmitam;
Talvez seja isto a felicidade, para os que nela acreditam!
Tu fizeste-me acreditar num lugar que pensei estar perdido!
Nunca pensei sentir-me assim, há sempre melhor a ser vivido!
A esperança torna-se certeza e só há algo que te peço:
Se gostaste tanto como eu tratemos do nosso regresso!
Nesse nosso mundo à parte
Vou abraçar-te
E ser feliz!
Nesse nosso mundo à parte
Vou desejar-te
E ter o que sempre quis!
Nesse nosso mundo à parte
Cada obra de arte
É feita por nós!
Nesse nosso mundo à parte
Entre Vénus e Marte
Temos boca mas não voz!
Nesse mundo tão diferente
Basta lermos a nossa mente
Para sabermos a vontade!
Nesse mundo tão diferente
Cada um de nós sente,
Até nos termos, ansiedade!
Nesse mundo que nos pertence
É a nossa vontade que vence!,
O tempo passa de outra maneira...
Nesse mundo que nos pertence
É a felicidade que vence!,
É ter-te sempre à minha beira...
31-05-2010
[continuo a gostar muito deste, mesmo que entretanto tenha regressado ao Mundo de todos os dias, digamos assim...]
A sombra alterna com Sol no teu rosto
A sombra alterna com Sol no teu rosto,
Por entre ramos bailando ao vento,
Feliz me acho e quero que este momento
Seja eterno enquanto sinto o teu encosto!
Sinto-me bem ao sentir o teu gosto:
Dos lábios voluptuosos que atento,
Sorriso único com que me contento...
Ai, como me sinto tão bem-disposto!
E os beijos são longos, demorados;
Hoje não há tempo, não há espaço,
Há um sentir, tão bom, há proximidade!
Sempre ausentes e numa paz ligados
Surge no nosso mundo, em cada abraço,
Um sentimento chamado felicidade!
30-5-2010
[Maio, Jardins do Palácio de Cristal, Poemas; sim, vejo um padrão...]
Por entre ramos bailando ao vento,
Feliz me acho e quero que este momento
Seja eterno enquanto sinto o teu encosto!
Sinto-me bem ao sentir o teu gosto:
Dos lábios voluptuosos que atento,
Sorriso único com que me contento...
Ai, como me sinto tão bem-disposto!
E os beijos são longos, demorados;
Hoje não há tempo, não há espaço,
Há um sentir, tão bom, há proximidade!
Sempre ausentes e numa paz ligados
Surge no nosso mundo, em cada abraço,
Um sentimento chamado felicidade!
30-5-2010
[Maio, Jardins do Palácio de Cristal, Poemas; sim, vejo um padrão...]
Há um olhar, na memória gravado
Há um olhar, na memória gravado,
De alguém que me parecia tão contente
E que me extasiou, sempre presente
Num sonho prestes a ser realizado!
Só há um lugar melhor do que ao teu lado,
Mas igualmente bom, que é à tua frente,
Onde te posso ver bem e sorridente,
E ficar ainda mais apaixonado!
Não te esqueças: cuidado com as crianças!,
Pois podem ficar traumatizadas
Com a expressão deste sentimento!
Mas adorei tudo e quando me cansas
Ficam mais umas memórias gravadas
E, única, tornas único o momento!
16-5-2010
[e esse olhar nunca vou esquecer (contando que não vou ter Alzheimer, claro)]
De alguém que me parecia tão contente
E que me extasiou, sempre presente
Num sonho prestes a ser realizado!
Só há um lugar melhor do que ao teu lado,
Mas igualmente bom, que é à tua frente,
Onde te posso ver bem e sorridente,
E ficar ainda mais apaixonado!
Não te esqueças: cuidado com as crianças!,
Pois podem ficar traumatizadas
Com a expressão deste sentimento!
Mas adorei tudo e quando me cansas
Ficam mais umas memórias gravadas
E, única, tornas único o momento!
16-5-2010
[e esse olhar nunca vou esquecer (contando que não vou ter Alzheimer, claro)]
Diz a tua mana que és fofa e querida
Diz a tua mana que és fofa e querida!
Deve ser verdade pois se é tua mana
É porquer gosta de ti, não é Joana?
Agora vê lá se ficas convencida!
Logo a Fatinha que é tão decidida
Que até parece que nunca se engana!
Vá, é uma princesa transmontana!
E agora da capital está de partida!
Mas eis que surge um adjectivo
Nunca antes por mim constatado:
És tu que és chorona ou ela que é agreste?
Ela diz que não mas é tão subjectivo,
Se choravas era por tê-la aturado;
Quem não chora sou eu de te aturar, peste!
13-5-2010
[muito simbólico e com o tempo tornou-se altamente irónico...]
Deve ser verdade pois se é tua mana
É porquer gosta de ti, não é Joana?
Agora vê lá se ficas convencida!
Logo a Fatinha que é tão decidida
Que até parece que nunca se engana!
Vá, é uma princesa transmontana!
E agora da capital está de partida!
Mas eis que surge um adjectivo
Nunca antes por mim constatado:
És tu que és chorona ou ela que é agreste?
Ela diz que não mas é tão subjectivo,
Se choravas era por tê-la aturado;
Quem não chora sou eu de te aturar, peste!
13-5-2010
[muito simbólico e com o tempo tornou-se altamente irónico...]
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